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Arquivo : abril 2014

Como NBA vai forçar racista a vender seu time
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Marcos Peres

Comissário Adam Silver anuncia punição ao vivo na TV - Reprodução NBA TV

Comissário Adam Silver anuncia punição ao vivo na TV – Reprodução NBA TV

O homem forte da NBA, o comissário Adam Silver, baniu para sempre o dono do Los Angeles Clippers, Donald Sterling, de qualquer atividade promovida pela liga. Agora, vai agir para forçá-lo a botar à venda o time. Serão precisos os votos de 22 dos 29 proprietários das demais franquias da NBA, ou seja, três quartos do total. As investigações da NBA comprovaram que Sterling é o homem que faz afirmações racistas em uma gravação telefônica revelada na internet na última sexta-feira.

Ao tomar o controle do time, Adam Silver não apenas adotou uma decisão moral ou ética, mas também optou por proteger a NBA financeiramente. Donald Sterling já não era mais apenas uma ameaça. Nove dos parceiros do Clippers já haviam suspendido os contratos de patrocínio. A sombra de Sterling é um fantasma econômico que os demais controladores da liga não devem demorar a exorcizar. Antes que outros patrocinadores decidam partir, boicotes ou mesmo greves de jogadores aconteçam.

“Como jogadores, estamos muito felizes com a decisão, mas ainda não estamos satisfeitos”, disse o vice-presidente da Associação dos Jogadores da NBA, Roger Mason Jr. “Nós queremos ação imediata. Queremos uma data dos proprietários na qual essa votação vai acontecer.”

Ao afirmar nessa terça-feira que vai “urgir o conselho deliberativo (da NBA) a exercer sua autoridade e forçar a venda” do Los Angeles Clippers, o comissário da liga, Adam Silver, já sabia que contaria com o apoio necessário. Antes mesmo do anúncio das punições a Sterling, que incluíram uma multa equivalente a R$ 5,6 milhões, pelo menos 16 dos demais proprietários de franquias já haviam se manifestado contra Sterling. Outros nove declararam apoio à decisão do comissário imediatamente depois do anúncio.

Donald Sterling foi banido da NBA - foto: AP Photo/Danny Moloshok

Donald Sterling foi banido da NBA – foto: AP Photo/Danny Moloshok

Pouco antes de saber que seria banido da NBA, o proprietário do Los Angeles Clippers disse a um repórter da rede americana Fox News que o time não estava à venda. Porém, talvez mude de idéia, já que os colegas, proprietários das demais franquias serão convocados a votar nos próximos dias.

 

Funcionários do Los Angeles Clippers divulgaram uma nota na qual comemoram a decisão do comissário da liga. “Agora começa o processo de cicatrização”, diz a nota.


Dono do Clippers é banido da NBA por racismo e terá que vender o time
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Donald Sterling está proibido de comparecer aos jogos do próprio time - foto: AP Photo/Danny Moloshok

Donald Sterling está proibido de comparecer aos jogos do próprio time – foto: AP Photo/Danny Moloshok

Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, foi banido da NBA por toda a vida, por comentários racistas emitidos por ele durante uma conversa telefônica gravada e revelada na última sexta-feira na internet. O comissário da NBA, Adam Silver, anunciou também nessa terça-feira uma multa de $ 2,5 milhões – cerca de R$5,6 milhões -, valor máximo permitido pela constituição da NBA. Além disso, Sterling será forçado pela liga a vender a franquia.

Donald Sterling, de 80 anos, não pode comparecer a jogos, treinamentos, nem ao escritório do time em Los Angeles. Fica proibido de tomar decisões de negócios e mesmo contratar ou dispensar jogadores. Sterling foi banido também das reuniões do conselho de proprietários da NBA e quaisquer outros eventos promovidos pela liga.

O atual técnico do Clippers, Doc Rivers, deve se desligar do time ao final da temporada, caso Sterling não ponha o time à venda nas próximas semanas, segundo revelou o site americano Yahoo! Sports. E o mesmo deve acontecer com muitos jogadores do Clippers, como o armador da seleção dos EUA, Chris Paul. Eles fizeram uma manifestação silenciosa no último domingo, vestindo o uniforme do avesso durante o aquecimento para a partida contra o Golden State Warriors. 73% dos jogadores da NBA são negros e 81% têm ascendência afro-americana, segundo o relatório “Gender and Race Report Card for the NBA”.

Quatro dos patrocinadores do Los Angeles Clippers encerraram os contratos unilateralmente. E cinco outros suspenderam as verbas temporariamente.

Forçar Sterling a vender o time deve levar a batalhas judiciais. Porém, a NBA atendeu ao apelo popular e às manifestações de alguns dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, como Michael Jordan, Magic Johnson, Kobe Bryant, LeBron James e até do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a NBA utilizou uma cláusula de seu regimento interno que prevê punições para “conduta prejudicial à liga” para justificar as penalidades aplicadas a Donald Sterling.

Donald Sterling pode enfrentar também processos judiciais por racismo. Em 2009, ele fez um acordo de $2,8 milhões de dólares – cerca de R$ 6,2 milhões – para dar fim a dois processos por discriminação racial movidos por latinos e afrodescendentes, impedidos de alugar apartamentos de propriedade do empresário. Apesar de propor o acordo, Sterling negou as acusações.

Magnata do ramo imobiliário, Donald Sterling teve a fortuna avaliada em $1,9 bilhão de dólares (R$ 4,2 bilhões) pela revista Forbes.

Entenda o caso:

A gravação, revelada pelo site TMZ na última sexta-feira, revela uma conversa entre Donald Sterling e sua amiga Vanessa Stiviano. Sterling reclama de uma foto publicada por Vanessa na rede social Instagram, na qual ela posa ao lado do ex-jogador Magic Johnson:

– “No seu Instagram nojento, você não precisa aparecer andando com pessoas negras”, diz Sterling.

– “E se fosse alguém branco, tudo bem?”, pergunta Vanessa.

– “Eu conheço bem (Magic Johnson) e ele deve ser admirado”, responde Sterling. “Estou apenas dizendo que é péssimo que você não possa admirá-lo privadamente. Admire-o, traga-o aqui, alimente-o, transe com ele, mas não o ponha no Instagram para o mundo ver e me ligar. E não o traga aos meus jogos.”

Vanessa é a mulher que a esposa de Donald, Rochelle Sterling, acusou de ser uma “sedutora caçadora de dinheiro”, em um processo iniciado no mês de março em uma corte de Los Angeles e relatado pelo jornal Los Angeles Times. Rochelle pediu a devolução de $500 mil dólares (R$1,1 milhão), correspondentes aos carros de luxo que o marido teria dado à suposta amante, um apartamento duplex, avaliado em R$ 4 milhões, na região de Beverly Hills, Califórnia, além de outros presentes caros que Donald, de 80 anos, teria dado a Vanessa, de 38, sem o consentimento da esposa.


Jordan exige ação da NBA contra racismo e Clippers pode até ser vendido
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Michael Jordan cobrou ação imediata da NBA contra o racismo - foto: REUTERS/Chris Keane

Michael Jordan cobrou ação imediata da NBA contra o racismo – foto: REUTERS/Chris Keane

Michael Jordan, o maior jogador de basquete da história, afirmou em um comunicado que a NBA “não pode tolerar discriminação”. Jordan se juntou ao melhor jogador da atualidade, LeBron James, o ex-jogador Magic Johnson e até ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Todos se manifestaram contra os comentários racistas revelados em uma gravação telefônica e atribuídos a Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, da NBA.

Esse time, formado por ídolos do esporte e políticos, não para de crescer, criando uma grande pressão – maior impossível – sobre o comissário da liga, Adam Silver, para que a NBA tome atitudes disciplinares em relação a Donald Sterling. Ele pode ser proibido de frequentar os jogos da própria equipe e, até mesmo, ser obrigado a botar a franquia a venda.

“Eu vejo isso sob duas perspectivas: Como proprietário (de um time da NBA, o Charlotte Bobcats), estou obviamente enojado que um colega, dono de uma equipe, possa ter opiniões tão repugnantes e ofensivas”, disse Michael Jordan. “Estou certo de que Adam Silver (comissário e homem forte da NBA) fará uma investigação completa e tomará atitudes apropriadas rapidamente. Estou completamente ultrajado. Não há lugar na NBA – ou em qualquer outro lugar – para o tipo de racismo e ódio atribuídos ao Sr. Sterling”, continuou Jordan. “Em uma liga na qual a maioria dos jogadores é de afro-americanos, nós não podermos tolerar discriminação em nível algum.”

Donald Sterling - foto: AP Photo/Danny Moloshok

Donald Sterling – foto: AP Photo/Danny Moloshok

A gravação, revelada pelo site TMZ na última sexta-feira, revela o que seria uma conversa entre Donald Sterling e sua amiga Vanessa Stiviano. O homem ao telefone reclama de uma foto publicada por Vanessa na rede social Instagram, na qual ela posa ao lado do ex-jogador Magic Johnson:

– “No seu Instagram nojento, você não precisa aparecer andando com pessoas negras”, diz o homem.

– “E se fosse alguém branco, tudo bem?”, a mulher pergunta.

– “Eu conheço bem (Magic Johnson) e ele deve ser admirado”, responde o homem. “Estou apenas dizendo que é péssimo que você não possa admirá-lo privadamente. Admire-o, traga-o aqui, alimente-o, transe com ele, mas não o ponha no Instagram para o mundo ver e me ligar. E não o traga aos meus jogos.”

Vanessa é a mulher que a esposa de Donald, Rochelle Sterling, acusou de ser uma “sedutora caçadora de dinheiro”, em um processo iniciado no mês de março em uma corte de Los Angeles e relatado pelo jornal Los Angeles Times. Rochelle pediu a devolução de $500 mil dólares (R$1,1 milhão), correspondentes aos carros de luxo que o marido teria dado à suposta amante, um apartamento duplex, avaliado em R$ 4 milhões, na região de Beverly Hills, Califórnia, além de outros presentes caros que Donald, de 80 anos, teria dado a Vanessa, de 38, sem o consentimento da esposa.

Magnata do ramo imobiliário, Donald Sterling teve a fortuna avaliada em $1,9 bilhão de dólares (R$ 4,2 bilhões) pela revista Forbes.

As investigações iniciadas pela NBA podem forçar Donald Sterling a botar à venda o Los Angeles Clippers. Nos Estados Unidos, o comportamento pessoal dos proprietários já danificou seus negócios antes. Aconteceu durante o divórcio litigioso do ex-proprietário do Los Angeles Dodgers, Jamie McCourt. E com os estúdios de animação Pixar, empresa comprada por Steve Jobs quando o fundador, o cineasta George Lucas, se separou da esposa. Em ambos os casos, por causa das divisões dos bens dos casais.


Kobe Bryant ajuda a vender álbum da Copa nos EUA
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A seleção de futebol dos Estados Unidos venceu, nos últimos dois anos, adversários de muito maior tradição, como a Itália, a Alemanha e o México. Porém, o atleta escalado para fazer propaganda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo não faz parte do time. É Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete da era moderna.

Apesar do sucesso recente da seleção norte-americana, que venceu o rival México em território mexicano pela primeira vez na história, pressionada por 56 mil pessoas no estádio Azteca, o time não tem uma estrela de apelo nacional. O armador Landon Donovan está em baixa com o técnico alemão Jürgen Klinsmann. Os atacantes Klint Dempsey e Josy Altidore não são dos mais carismáticos. Tecnicamente, hoje, o melhor jogador da seleção é um volante, Michael Bradley, que transferiu-se recentemente do Roma, da Itália, para o Toronto FC, do Canadá, o time do goleiro brasileiro Júlio César.

Kobe Bryant, de 35 anos, voltou a treinar basquete essa semana, preparando-se cuidadosamente para a próxima temporada. Sem ele, os Lakers não conseguiram avançar para os playoffs da atual temporada.

Apesar de ter tido o contrato renovado recentemente pelo Lakers por astronômicos $48,5 milhões de dólares (R$108 milhões), pelas próximas duas temporadas, o craque não tem sido capaz de ajudar o time em quadra com efetividade desde abril de 2013, quando sofreu a primeira de três sérias lesões consecutivas, no tendão de Aquiles da perna esquerda, depois uma fratura na tíbia e, mais recentemente, em março de 2014, uma fratura no joelho esquerdo.


Michael Phelps pode nadar Olimpíadas do Rio de Janeiro
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Recentemente, Michael Phelps tem estrelado uma campanha publicitária de uma rede de fast-food ao lado de Pelé. O maior jogador de futebol de todos os tempos e o maior atleta olímpico da história se divertem comendo sanduíches. Deve ser fantástico ser considerado o Pelé de qualquer esporte. Porém, Edson Arantes do Nascimento  tem 73 anos de idade, Michael Phelps, 28. Pelé não pode mais ser melhor do que Messi. Mas Phelps talvez ainda possa ser mais veloz do que qualquer nadador em atividade.

Essa quinta-feira, 24 de abril de 2014, pode vir a ser considerada o dia mais importante do ciclo olímpico dos Jogos do Rio de Janeiro-2016. O dia em que o atleta de maior sucesso da história das olimpíadas voltará a competir, depois de 20 meses de aposentadoria. Michael Phelps vai nadar nessa quinta dois eventos no Grand Prix da cidade de Mesa, no estado norte-americano do Arizona, os 100m livre e os 100m borboleta. “Acho que, no mínimo, vou com minha mãe (ao Rio de Janeiro)”, disse Phelps. “Se estarei na piscina ou na arquibancada, o tempo vai dizer”, afirmou o nadador.

Phelps sabe o quão difícil pode ser conquistar a classificação para as Olimpíadas pela quinta vez na carreira, 16 anos depois da primeira, Sydney-2000. Nos últimos dois anos, enquanto ele comia sanduíches, os adversários se privavam dos prazeres da vida para ocupar a lacuna deixada por ele. “Se eu não tiver tanto sucesso quanto vocês todos pensam que eu poderia ou deveria ter e vocês acharem que isso mancha a minha carreira, então será a opinião de cada um de vocês”, afirmou Phelps. “Estou fazendo isso porque quero voltar. Eu gosto de estar na água e gosto de estar na natação”, justificou.

Os jogos de golfe não dão medalhas. Nas mesas de poker, disputa-se dinheiro, não recordes mundiais. Namorar belas mulheres, fazer aparições descontraídas na televisão não alimentam o ímpeto de quem é competitivo como Michael Phelps. Durante 15 anos, ele se dedicou incansavelmente para ser o maior nadador de todos os tempos. Mas e agora? Quais os objetivos? Por que acordar às 5h da manhã para cair na piscina gelada, se durante a aposentadoria, foi visto algumas vezes em festas que não acabavam antes das 6h? Phelps afirmou que tem novas metas. Mas, como de costume, não as revelaria. “Eu pude fazer absolutamente nada durante um ano e meio, dois anos”, disse o nadador, sorrindo. “Eu viajei, joguei golfe, ganhei 13 quilos, me diverti muito. E senti falta de algo: Voltar à piscina, voltar ao North Baltimore (Aquatic Center, clube onde treinou por toda a carreira).”

A principal motivação de Michael Phelps para deixar a aposentadoria não deve mesmo ser o dinheiro. Phelps tinha mais de 15 patrocinadores quando se aposentou. Chegou a ganhar $30 milhões de dólares (R$ 67 milhões) por ano. Contudo, hoje, talvez esteja ganhando ainda mais dinheiro. Isso porque uma regra do Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas olímpicos de promoverem patrocinadores pessoais que não sejam também patrocinadores do COI por um período que se estende antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos. Portanto, impede que essas empresas se beneficiem dos seus atletas nos momentos de maior visibilidade.

Phelps disse certa vez que jamais nadaria depois dos 30. Estaria ele disposto a nadar até os 30? Essa é a idade que ele terá durante as Olimpíadas do Rio. Será que sente saudades da pressão que superou para conquistar 22 medalhas olímpicas, 18 delas de ouro? Por mais incrível que possa parecer, sim. “Competir. É tudo o que posso querer agora. Eu não compito desde o revezamento 4X100m quatro estilos (das Olimpíadas) em Londres (2012). Então, quero apenas voltar àquela mentalidade competitiva. É algo que eu amo de verdade. Quando estava competindo em Londres e durante toda a minha carreira.”


Futebol começa a incomodar beisebol nos EUA
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Gramado do Yankee Stadium adaptado para o futebol - Cortesia NYCFC

Gramado do Yankee Stadium adaptado para o futebol – Cortesia NYCFC

Em 2015, o futebol vai dividir espaço com o beisebol no principal estádio da cidade mais importante dos Estados Unidos, Nova York. Algo inimaginável poucos anos atrás. O futebol vai exigir adaptações no gramado do Yankee Stadium, o templo do mais tradicional esporte norte-americano, a casa do time esportivo mais valioso dos Estados Unidos, o NY Yankees.

NYCFC tem logo inspirado nos sinais do metrô de Nova York

NYCFC tem logo inspirado nos sinais do metrô de Nova York

Diante da notícia de que o New York City Football Club (NYCFC) vai jogar sua temporada inaugural no Yankee Stadium, dirigentes do time de beisebol se viram obrigados a convocar uma entrevista coletiva, nessa segunda-feira, para acalmar os fãs do Yankees, preocupados com as condições do gramado, passarela para alguns dos esportistas mais bem pagos do mundo, como Alex Rodriguez, Mark Teixeira e Derek Jeter. O salário anual de Jeter, superior a R$ 56 milhões, seria suficiente para cobrir as folhas salariais de dois times de futebol dos Estados Unidos.

“Sim, o gramado será usado mais do que nunca, o que é uma preocupação”, disse o chefe de operações do time de beisebol, Lonn Trost. Contudo, diante do crescimento do futebol nos Estados Unidos, os proprietários do NYCFC não querem perder tempo à espera de uma solução para a construção de um estádio específico para o futebol em uma cidade tão povoada e com tantos entraves imobiliários. A principal liga de futebol dos Estados Unidos, a Major League Soccer, atingiu, em 2013, uma média de público de 18,8 mil espectadores por jogo, 5,8 mil pessoas a mais do que o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Aos dirigentes da equipe de beisebol não restou outra opção que não seja cuidar do gramado adotando novas tecnologias. “Nós acreditamos que possamos fazer a grama crescer durante a noite”, contou Trost.

yankeenycfcO Yankees vai adotar experimentalmente um sistema utilizado na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, e que vem sendo usado nos Estados Unidos pelo time de futebol americano Green Bay Packers, da NFL. Trata-se de um sistema de iluminação que produz artificialmente raios luminosos que as plantas necessitam para crescer.

O local da área do arremessador – principal jogador de um time de beisebol – terá que ser modificado para acomodar o campo de futebol. E, mesmo assim, será utilizado um sistema capaz de cobrir e descobrir o círculo de terra sem falhas no gramado em apenas um dia. A transformação completa do campo, do beisebol para o futebol e vice-versa, levará três dias. Será necessária a cooperação entre as ligas profissionais do dois esportes, a MLS e a MLB, para acomodar os dois calendários dentro dessas condições.

O campo de futebol terá as dimensões mínimas determinadas pela FIFA, 100 X 64 metros. Porém, o treinador do NYCFC, o americano Jason Kreis, afirmou não se importar com isso. “Para mim, essas são dimensões confortáveis”, disse Kreis. “Se você tiver menos do que isso, haverá algumas preocupações. Mas quando soube que seriam 70 metros, fiquei muito feliz.” A capacidade do estádio também será reduzida para os jogos da MLS, de 49,6 mil para 33,4 mil espectadores.

O New York City FC vai estrear na MLS no mesmo ano em que o time do empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva, o Orlando City SC. O NYCFC é uma franquia adquirida em sociedade entre um fundo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos – atual proprietário do Manchester City, da Inglaterra – e o NY Yankees. O Yankees não é apenas o time de beisebol de maior sucesso no mundo, mas também a franquia esportiva mais valiosa dos EUA. Sim, ainda vale mais dinheiro do que qualquer equipe de futebol americano, $ 2,5 bilhões de dólares (R$ 5,6 bilhões), segundo a Revista Forbes. Só o Manchester United e o Real Madrid valem mais dinheiro, publicou a Forbes.

O beisebol faz parte do cotidiano de dezenas de milhões de famílias americanas. Ainda é muito mais popular nos estádios ou pela televisão. Mas, na temporada 2015, o futebol vai dar o primeiro “Home Run”.


Werdum diz que jiu-jitsu pode vencer Velasquez pelo cinturão do UFC
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A vitória de Fabrício Werdum sobre o americano Travis Browne, nesse sábado, em Orlando, Estados Unidos, garantiu ao brasileiro a posição de desafiante ao título mundial dos pesos-pesados do UFC, que pertence ao americano Cain Velasquez. “Eu acho que o jogo do Cain (Velasquez) casa comigo. Ele gosta de levar pro chão e bater. Vou treinar muito jiu-jitsu pra fazer a luta da minha vida”, contou Werdum, bicampeão mundial de jiu-jitsu.

Depois de vencer Browne por decisão unânime dos juízes, em frente ao segundo maior público da história da Amway Center, 17 mil pessoas, Werdum vai enfrentar Velasquez no México, no fim de 2014. O atual dono do cinturão dos pesados tem ascendência mexicana.

“Apesar de estar sem lutar há muito tempo, nunca parei de treinar desde que enfrentei Minotauro no Brasil, porque sabia que esse seria o passaporte para um grande sonho meu, que é a luta pelo título,” disse Werdum. O gaúcho manteve controle total do combate e provou que, aos 36 anos, é capaz de fazer cinco assaltos em alto nível. As lutas por cinturão são programadas para os mesmos 25 minutos.

“Fabrício fez uma luta segura para ele. Acho que poderia ter finalizado o Travis hoje”, disse o presidente do Ultimate Fighting Championship, Dana White. “Ele machucou Travis no primeiro round. Browne quebrou a mão e achou que quebrou uma costela ainda no primeiro round. Penso que nem vimos todas as armas de Fabrício nessa noite”, explicou White.

“Eu ainda tinha gás nos rounds finais, mas ví que tinha feito o suficiente para ganhar a luta. Agora, vou com tudo em busca do cinturão”, justificou Werdum em espanhol. O brasileiro fala também o inglês fluentemente.

Fabício “Vai Cavalo” Werdum levou o americano para o chão – sua zona de conforto – no segundo round e passou a guarda de Browne, sem conseguir, porém, a finalização.

Contudo, o brasileiro jamais fugiu da trocação de socos, especialidade do americano. E, para surpresa de muitos, levou vantagem, encaixando 121 socos, bons jabs e cruzados, além de chutes, joelhadas e cotoveladas, deixando o rosto do americano bastante castigado.

“Hoje, provei que não sou apenas um lutador de jiu-jitsu. Já havia feito isso quando venci Roy Nelson e hoje, provei mais uma vez”, comemorou Werdum.

Nos dois últimos rounds, o brasileiro manteve Browne sob controle, fazendo o relógio correr a seu favor, usando um jogo psicológico e suportando bem os cinco rounds. Werdum está invicto há quatro lutas, desde que retornou ao UFC, em 2012.

Werdum, o único homem do mundo a finalizar os lendários Fedor Emelianenko, da Rússia, e Rodrigo Minotauro, do Brasil, fará contra Cain Velasquez a luta mais importante da carreira, que já dura 12 anos.

Cain Velasquez é o homem que recuperou o cinturão dos pesados que havia perdido para o brasileiro Júnior Cigano. O americano machucou bastante o brasileiro nas últimas duas lutas entre eles.

“Velasquez é um jogo completamente diferente, nunca pára, se movimenta muito, mas estarei preparado para isso”, declarou Werdum.


Pitbull “mais sensível” vence no UFC depois de dois anos afastado
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Após quatro cirurgias nos últimos dois anos, o meio-médio brasileiro Thiago “Pitbull” Alves foi o lutador mais aplaudido das preliminares do UFC Orlando a caminhar para o octógono. “Nunca senti isso. Foi diferente das outras lutas, porque agora estou mais experiente e mais sensível às minhas emoções”, contou Pitbull, de 30 anos. Ao mesmo tempo, foi bem melhor, porque aprendi a aproveitar o momento. Foi bem legal.” Ainda mais porque o brasileiro venceu o americano americano Seth Baczynski na decisão unânime dos juízes.

Apesar de ter apenas 30 anos, Thiago Pitbull tem um apelo de veterano com o público. Estreou no UFC bastante jovem, aos 21 anos de idade, em 2005. Enfrentou ícones, como o americano Matt Hughes, duas vezes campeão do UFC. Chegou à disputa do cinturão dos meio-médios, contra o canadense Georges St Pierre, em 2009, sendo derrotado na decisão dos juízes.

Thiago Pitbull passou por dois procedimentos cirúrgicos nos músculos do peitoral e ainda cirurgias no joelho esquerdo e no bíceps esquerdo. Havia lutado pela última vez em 2012.

Pitbull e Baczynski fizeram uma luta muito franca desde os primeiros segundos, com muita trocação de socos. No segundo round, uma joelhada de Pitbull abriu o supercílio do americano. Baczynski respondeu com uma sequência de jabs que machucou o nariz do brasileiro.

Pitbull mostrou grande ímpeto no início no terceiro round, encaixando uma sequência de joelhadas no minuto final. Ao final da luta, Thiago Pitbull foi abraçado pelo americano, que demonstrou muito respeito pelo brasileiro.

“Foi a minha vontade de ser campeão, me recuso a desistir”, explicou Pitbull. “Depois de tudo o que passei, mereço um pagamento bem maior. Jamais pensei em desistir, especialmente depois de tudo o que passei com a minha família. Minha vontade de ser campeão é maior do que tudo.”

“Foi preciso pé no chão para iniciar devagar e ao mesmo tempo tentar motivá-lo”, contou o preparador físico da American Top Team, o brasileiro Everton Bittar Oliveira. Esse mix de cuidar da saúde e, ao mesmo tempo, saber que ele é um atleta profissional e precisa ter uma performance avançada foi desafiador. Estamos muito orgulhosos com o que ele fez hoje”, comemorou Oliveira.


Caio Monstro aterroriza americano no UFC Orlando
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Marcos Peres

O peso-médio brasileiro Caio Magalhães, o “Caio Monstro”, chegou à terceira vitória consecutiva no UFC ao bater o americano Luke Zachrich por nocaute técnico em apenas 44 segundos de luta, nesse sábado, em Orlando, Estados Unidos.

Caio Monstro aplicou um gancho na linha da cintura de Zachrich, dobrando imediatamente o americano. Caio dedicou o nocaute ao companheiro de treino Glover Teixeira, brasileiro que vai disputar o título dos meio-pesados do UFC contra o atual campeão, o americano Jon Jones, no dia 26 de abril. “Isso aí sou eu levando do Glover (Teixeira) toda hora esse gancho na barriga”, contou Caio. “Isso aí, a gente aprende treinando muito, com o que a gente faz com os sparings e o que eles fazem com a gente. Nas últimas semanas de treino, a gente focou muito nisso.”

Caio, o primeiro dos seis brasileiros escalados pelo UFC a vencer nesse sábado, em Orlando, finalizou a luta aproveitando o golpe na linha da cintura para conectar logo depois uma joelhada no mesmo local e uma sequência de socos quando o adversário já estava no chão, até que o árbitro interrompesse a luta decretando o nocaute técnico. Foi a primeira vitória de Caio por nocaute no UFC.

Lutador da famosa academia Nova União, no Rio de Janeiro, onde treinam os campeões José Aldo e Renan Barão, Caio Monstro dividiu dessa vez os treinamentos entre o Brasil e os Estados Unidos, Fez as últimas semanas de preparação na American Top Team, onde Teixeira se prepara para a disputa de cinturão. “Treinei com muitos caras diferentes, isso influenciou muito na luta”, disse Caio. “Caras bons de wrestling, bons de jiu-jitsu, de muay thai, tanto aqui como lá no Brasil.

“Agora, vou pra Baltimore (também nos EUA), ver o Glover (Teixeira) ganhar aquele cinturão do Jon Jones e aí fica tudo em casa, fecha com chave de ouro,” afirmou um sorridente Caio, que deixou o combate com a mão esquerda inchada, tamanha a potência do golpe que aplicou no tronco do americano.


Brasileiros trocam Disney pelo UFC em Orlando
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Marcos Peres

Passagens de ida e volta São Paulo – Orlando para o feriado da Páscoa “chegaram a custar R$ 3,2 mil na classe econômica da TAM. Os vôos estavam lotados”, contou a brasiliense Cristina de Souza. Os parques temáticos da região estão “intransitáveis e se ouve gente falando português por todo lado”, afirmou o paulistano Armínio Mendonça. “É como aqui na pesagem do UFC”, comparou o representante comercial, que vestia a camisa da seleção brasileira de futebol. Uma das cidades mais visitadas do mundo, Orlando recebeu 639 mil brasileiros em 2012, segundo a última pesquisa realizada pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos e divulgada no ano passado.

Esses números inspiraram o UFC a escalar seis lutadores brasileiros para o evento desse sábado, em Orlando. E os torcedores certamente corresponderam à expectativa dos organizadores. Foram responsáveis, em grande parte, por praticamente esgotar os cerca de 17 mil ingressos disponíveis na arena Amway Center. A considerar o grande número de brasileiros presentes à pesagem oficial, realizada nessa sexta-feira, se não for a maior, a torcida brasileira deve ser a mais barulhenta nesse sábado.

“Faz muita diferença saber que a galera está do seu lado”, disse o peso-pesado brasileiro Fabrício Werdum, escalado para a luta principal do evento, contra o americano Travis Browne. “Tem muito latino aqui também. E, como eu trabalho na televisão, comentando para o UFC Network na parte de espanhol, acho que isso vai me ajudar. Vai ter muita gente da América Latina. Vai ser bem legal ter uma torcida a meu favor”, afirmou Werdum.

O adversário, Travis Browne, disse que “muitas pessoas têm perguntado se há alguma rusga entre lutadores brasileiros e americanos”, depois que foi ao ar pela televisão uma briga, fora do octógono, entre os treinadores do programa TUF Brasil, Wanderlei Silva e Chael Sonnen. “Tenho explicado que não é entre Brasil e Estados Unidos”, contou Browne. “É entre Chael Sonnen e Wanderlei Silva. Wanderlei agiu como eu talvez agisse se não me enxergasse como atleta. Foi muito emocional, cheio de orgulho. É duro, porque Sonnen falou um monte de coisas ruins sobre o povo brasileiro. Mas penso que os dois cometeram erros”, ponderou o lutador americano, nascido na ilha de Oahu, no Havaí.

O vencedor do combate entre Browne e Werdum vai lutar pelo cinturão dos pesados, provavelmente no fim do ano, contra o atual campeão, o americano Cain Velasquez. Outros brasileiros também podem se aproximar muito do topo do UFC depois do evento de Orlando. Ambos na categoria peso-leve: depois de cinco vitórias consecutivas, Rafael dos Anjos vai enfrentar o invicto russo Khabib Nurmagomedov. Edson Barboza, atual número oito do ranking do UFC, vai pegar o americano Donald Cerrone. Porém, Barboza não considera a barulhenta torcida brasileira uma vantagem.

“Pra mim, sinceramente, não faz diferença, porque quando entro alí, tento ficar focado na luta o tempo todo”, contou o carioca Edson Barboza. “Procuro esquecer o que está acontecendo do lado de fora. Se a gente se distrair um segundo com o pessoal gritando, a pressão, pode ser o segundo em que a gente perde a luta.” Barboza vai lutar contra o americano Donald “Cowboy” Cerrone, que tem uma opinião bem peculiar: para ele, quanto mais barulho, melhor. E não importa a favor de quem: “Cerrone – Tudo o que me interessa é explodir o teto daquele ginásio. É o que espero. A luta do ano”, disse o “Cowboy”, com um sorriso no rosto.

Veja, destacados em negrito, os seis brasileiros que vão lutar na programação do UFC Orlando, nesse sábado:

CARD PRINCIPAL

Peso-pesado: Fabrício Werdum x Travis Browne

Peso-galo feminino: Miesha Tate x Liz Carmouche

Peso-leve: Donald Cerrone x Edson Barboza

Peso-médio: Brad Tavares x Yoel Romero (84,1kg)

CARD PRELIMINAR

Peso-leve: Rafael dos Anjos x Khabib Nurmagomedov

Peso-meio-médio: Thiago Pitbull x Seth Baczynski

Peso-leve: Jorge Masvidal x Pat Healy

Peso-pena: Estevan Payan x Alex White

Peso-médio: Caio Monstro x Luke Zachrich

Peso-meio-médio: Jordan Mein x Hernani Perpétuo

Peso-mosca: Dustin Ortiz x Ray Borg

Peso-pena: Mirsad Bektic x Chas Skelly

Peso-pesado: Derrick Lewis x Jack May