Blog do Marcos Peres

Arquivo : março 2014

Mentor de Klinsmann vira conselheiro dos EUA para Copa
Comentários Comente

Marcos Peres

As cifras inacreditáveis do mundo do futebol já criaram muitos “monstros” egocêntricos à beira do gramado e dentro dele. Alguns jogadores e treinadores ficaram famosos pela falta de respeito com o próximo, pelo distanciamento da realidade, a rejeição às próprias origens. Mas nessa segunda-feira, no mais alto nível do futebol mundial, em meio à preparação para a Copa do Mundo, aconteceu nos Estados Unidos um ato de gratidão.

Berti Vogts foi trenador de Klinsmann na seleção alemã - foto: Getty Images

Berti Vogts foi trenador de Klinsmann na seleção alemã – foto: Getty Images

O treinador da seleção dos EUA, Jürgen Klinsmann, ex-atacante da seleção alemã, pediu à federação americana de futebol a contratação de um de seus mentores na década de 1990, o ex-treinador da Alemanha, Berti Vogts. Vogts foi anunciado pela US Soccer nessa segunda-feira como novo conselheiro da seleção dos EUA. “Nós estamos absolutamente entusiasmados em termos Berti (Vogts) como nosso conselheiro”, declarou Klinsmann. Ele traz uma riqueza de conhecimento e experiência como jogador e treinador e sabe o que é preciso para se ter sucesso no mais alto nível. Ele foi meu treinador pela Alemanha nos anos 1990 e temos um grande relacionamento”, comemorou.

Berti Vogts foi assistente de Franz Beckenbauer, então treinador da Alemanha, na campanha do título mundial de 1990, na Copa da Itália. Com três gols marcados, Klinsmann foi um dos destaques do time. Vogts assumiu a seleção como técnico principal imediatamente após a Copa, permanecendo no cargo por oito anos e tornando Klinsmann capitão do time que, em  1996, conquistou o título da Eurocopa.

Jürgen Klinsmann já havia pedido a contratação de Berti Vogts à Federação de Futebol da Alemanha em 2005, quando enfrentou o maior desafio da carreira de treinador: botar em jogo sua reputação de ídolo dos alemães para dirigir a seleção nacional em casa, na Copa do Mundo de 2006, tendo pouca experiência como treinador. Klinsmann considera que os conselhos de Vogts foram fundamentais para o sucesso do projeto que levou uma seleção alemã jovem, profundamente reformulada, a jogar um futebol encantador. A Alemanha terminou a Copa aplaudida, apesar da derrota para a Itália por 2 a 0 na semifinal. Os italianos seriam os campeões.

Jürgen Klinsmann dirige EUA - foto: Brian Stewart/EFE

Jürgen Klinsmann dirige EUA – foto: Brian Stewart/EFE

O técnico dos Estados Unidos está também interessado nas experiências mais recentes de Voghts como treinador, nos continentes africano e europeu. “Como ex-técnico da Escócia, Nigéria e Azerbaijão, ele (Vogts) está, obviamente, familiarizado com nossos oponentes na fase de grupos da Copa do Mundo e, para nós, esse é um grande bônus”, disse Klinsmann.

Vogts, de 67 anos, enfrentou Alemanha e Portugal durante o ciclo de classificação para a Copa de 2014, dirigindo a seleção do Azerbaijão. Antes disso, como técnico da Nigéria por duas temporadas, teve Gana como um dos principais rivais. Gana, Portugal e Alemanha serão os adversários dos EUA no grupo G, que promete ser um dos mais disputados da Copa.

Apelidado de “Terrier” pelo estilo combativo na defesa, Berti Vogts foi campeão da Copa do Mundo de 1974 como jogador da Alemanha Ocidental. Ficou famoso por ter sido o responsável pela marcação do craque holandês Johan Cruyff na final, disputada em Munique. A Alemanha foi, portanto, campeã mundial em casa, vencendo a Holanda por 2 a 1. Vogts ainda foi bicampeão da Eurocopa – 1975 e 1979 – e pentacampeão da Bundesliga, o campeonato alemão, pelo Borussia Monchengkandbach.


Olimpíadas para atletas biônicos vão estrear em 2016
Comentários 1

Marcos Peres

O exoesqueleto desenvolvido no Brasil - Projeto Andar de Novo - Reprodução Facebook

O exoesqueleto desenvolvido no Brasil – Projeto Andar de Novo – Reprodução Facebook

Daqui a menos de três meses, um brasileiro paraplégico vai levantar-se da cadeira de rodas, caminhar por cerca de vinte e cinco metros no campo da Arena Corinthians e dar o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014. Tudo isso será possível graças a um exoesqueleto, um robô controlado por atividade cerebral, desenvolvido no Brasil.

Essa semana, laboratórios suíços de robótica anunciaram a primeira edição das “Olimpíadas para atletas biônicos”, batizada de Cybathlon. A primeira competição internacional da história para atletas que usam próteses robóticas e outras tecnologias aplicadas para a reabilitação humana, será realizada na Suíça em outubro de 2016, logo depois das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Veja o trailer:

Não só o atleta será premiado, mas também o laboratório robótico ou a empresa de software que desenvolveu a tecnologia vencedora. O objetivo principal é promover o desenvolvimento e as pesquisas de novos dispositivos médicos.

A competição terá diversos eventos: Corrida de exoesqueletos;

Cybathlon Exoesqueleto

Corrida de pernas biônicas;

Cybathlon Pernas Biônicas

Competição de braços biônicos;

Cybathlon Braços Biônicos

Corrida por estimulação elétrica muscular;

Cybathlon Elétrica Muscular

Corrida de cadeiras de rodas eletrônicas;

Cybathlon Cadeiras de Rodas

Haverá ainda uma competição entre avatares controlados através de interface cerebral com o computador.

“As regras da competição permitem que novas tecnologias dêem a um piloto vantagem sobre outro que estiver utilizando uma tecnologia comparável, porém menos avançada ou convencional”, explicaram os organizadores. “Haverá o mínimo de restrições tecnológicas possível, para encorajar os fabricantes a desenvolverem soluções novas e poderosas,” declarou a National Centre of Competence in Research Robotics.

Qual poderá ser o impacto dessas novas tecnologias no futuro do esporte? Difícil, porém intrigante imaginar.


Brasil não conseguirá organizar Copa e Olimpíadas, diz jornal americano
Comentários 21

Marcos Peres

“Os críticos que disseram que o Comitê Olímpico Internacional tomou uma decisão absurda quando deu a edição de 2016 dos Jogos de verão para o Rio de Janeiro parecem ter tido uma premonição”, publicou o jornal The Boston Globe, um dos mais respeitados dos Estados Unidos, nessa quarta-feira. “Há uma boa razão pela qual os Jogos nunca foram concedidos à América do Sul ou à África: poucos – talvez nenhum – dos seus países podem sediar o maior evento esportivo do mundo, muito menos os dois maiores (Copa do Mundo e Olimpíadas), em um período de dois anos”, afirmou a publicação.

Já faz cinco anos que o Rio de Janeiro derrotou Chicago na eleição do Comitê Olímpico Internacional para ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O texto, escrito pelo jornalista John Powers, veterano de muitas coberturas olímpicas e um dos ganhadores do Prêmio Pulitzer de 1983, critica o COI pela escolha. “A Copa já havia sido concedida ao Brasil quando o COI fez sua escolha, em 2009 (…). Os senhores dos anéis deveriam saber que o país provavelmente não conseguiria dar conta dos dois eventos em tempo hábil. Agora é muito tarde para encontrar um local substituto. O primeiro evento-teste de vela está marcado para agosto na Baía de Guanabara, que os competidores têm comparado a um esgoto”, escreveu Powers.

"Críticos das Olimpíadas no Rio de Janeiro tiveram uma premonição" é o título publicado pelo jornal Boston Globe - Reprodução

“Críticos das Olimpíadas no Rio de Janeiro tiveram uma premonição” publicou o Boston Globe – Reprodução

O Boston Globe relata desorganização das autoridades brasileiras e afirma que o Comitê Olímpico Internacional já começou a pressionar os organizadores locais em relação aos atrasos nas obras e preparativos para as Olimpíadas. “Faltando menos de dois anos e meio para os Jogos, os organizadores ainda não iniciaram a construção do segundo maior pólo do projeto, no distrito de Deodoro, e continuam trabalhando em peças fundamentais, como a Vila Olímpica, o principal estádio e o centro aquático.” O texto reproduz declaração do diretor executivo do COI, Gilbert Felli, que disse que “em algum momento (…) eles (organizadores) terão que decidir quem está fazendo o que”, depois da sexta visita do comitê de coordenação do COI ao Rio, na semana passada.

O jornal lembrou de uma declaração de Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2009, quando o ex-presidente disse que “o Brasil provou que não é um país de segunda categoria” ao derrotar Madrid pela terceira rodada da eleição do COI. “Porém, uma estampa de cinco anéis não faz isso”, publicou o Boston Globe. “O Brasil pode ser um gigante de mais de três milhões de quilômetros quadrados e 200 milhões de pessoas, mas ainda é um país em desenvolvimento, com um produto interno bruto menor do que da França.” Clique aqui para ver o texto original, em inglês.


Garoto do Bayern deve ser supresa dos EUA na Copa
Comentários Comente

Marcos Peres

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique - foto bundesliga.com

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique – foto bundesliga.com

A FIFA aprovou, nessa segunda-feira, pedido de mudança de nacionalidade do jovem jogador do Bayern de Munique, Julian Green, que deixa de defender a Alemanha em favor dos Estados Unidos. Filho de pai americano e mãe alemã, Green nasceu nos Estados Unidos e mudou-se para a Alemanha ainda criança.

Green, de 18 anos, deve ser a grande surpresa dos Estados Unidos na Copa do Mundo do Brasil. Imediatamente após o anúncio da FIFA, o técnico dos EUA, Jürgen Klinsmann, confirmou que pretende promover a estréia de Julian Green pela seleção americana no amistoso contra o México, a ser disputado no próximo dia 2 de abril, no Arizona, EUA. Será o último jogo antes do treinador enviar à FIFA a lista preliminar de 30 jogadores para a Copa do Mundo, no dia 12 de maio. Porém, o garoto negou que Klinsmann o tenha convencido a trocar de nacionalidade com a promessa de uma vaga entre os 23 americanos que vão viajar para o Brasil.

“Garantias nunca existiram”, contou Julian Green à rede de televisão americana Fox. “Não, eu apenas quero jogar, mostrar o que sei e se estiver dentro, estou dentro. Apenas quero pisar no acelerador e, ao final, vamos ver”, disse o atacante.

Klinsmann deve levar Green para a Copa - foto: Florian Eisele/isiphotos.com

Klinsmann deve levar Green para a Copa – foto: Florian Eisele/isiphotos.com

Nos últimos meses, Jürgen Klinsmann, ex-atacante e técnico do Bayern de Munique, aproveitou as conexões que mantém dentro do clube para se aproximar de Green, que estreou no time principal do Bayern na última Liga dos Campeões da Europa e vinha defendendo a seleção sub-19 da Alemanha. O garoto aceitou participar dos treinamentos da seleção dos EUA na cidade alemã de Frankfurt, antes do amistoso contra a Ucrânia. Foi quando Klinsmann definitivamente o “fisgou”. Definitivamente, porque a FIFA autoriza uma única mudança de nacionalidade para toda a carreira profissional.

O atacante Robben, do Bayern de Munique e da seleção holandesa, afirmou acreditar que Green possa fazer um bom papel na seleção dos EUA. “Ele é um grande talento”, classificou Robben. “Ele já treinou conosco muitas vezes e pudemos ver que ele tem potencial. Ele é rápido, dribla muito bem e pode marcar gols.”


Projeto de estádio de Beckham em Miami impressiona
Comentários 2

Marcos Peres

As primeiras ilustrações do projeto do estádio de futebol que David Beckham pretende construir em Miami, nos Estados Unidos, são impressionantes. Assim como a carreira do ex-jogador inglês, astro do esporte, da moda, do mundo das celebridades, o local desejado para a construção da arena não é nada modesto: O famoso Porto de Miami, que é interligado à região central da cidade por uma ponte.

Ilustração do estádio no Porto de Maimi - Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

Ilustração do estádio no Porto de Maimi – Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

A concepção de uma arena com capacidade para 25 mil espectadores no Porto de Miami causou um acalorado debate na cidade, que já sofre com congestionamentos nos arredores. Esse é um dos motivos pelos quais outras quatro áreas estão sendo consideradas.

O estádio de Miami seria o terceiro maior da liga profissional de futebol, a Major League Soccer. O projeto inicial, desenvolvido pelas empresas Arquitectonica e 360 Architecture, contempla restaurantes, cafés, lojas e até uma casa noturna no complexo da arena de futebol. O grupo de investidores que se juntaram ao ex-jogador inglês planeja pagar pela construção sem o envolvimento de dinheiro público.

Arena teria capacidade para 25 mil espectadores - Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

Arena teria capacidade para 25 mil espectadores – Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

“Nós sentimos que um estádio na região central pode ser um fator-chave para o renascimento de uma grande cidade”, disse John Alschuler, especialista do mercado imobiliário contratado pelo grupo liderado por Beckham. “David (Beckaham) adora o que está se tornando e muito dessa energia é a região central”, explicou Alschuler ao jornal Miami Herald.

As empresas de cruzeiros marítimos que operam no Porto de Miami são contra a construção de um estádio no local. A Royal Caribbean Cruises, uma das maiores do setor, declarou ter “profundas ressalvas”, dizendo ter planos prévios para o desenvolvimento da área apontada pelo time de executivos de David Beckham.

Projeto inclui uma praça de entretenimento - Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

Projeto inclui uma praça de entretenimento – Divulgação Miami’s Arquitectonica e 360 Architecture

David Beckham, ex-capitão da seleção inglesa, foi a maior estrela da liga americana durante cinco temporadas, atuando pelo Los Angeles Galaxy de 2007 a 2012. Beckham adquiriu a franquia da MLS na virada do ano. O time, que planeja estrear na liga em 2017, ainda não tem um nome definido.


Incrível “Loucura de Março” toma conta dos EUA
Comentários 2

Marcos Peres

Trey Burke, da Universidade de Michigan, voa na decisão de 2013, contra Universidade de Louisville, nos EUA - foto: Jeff Haynes/Reuters

Trey Burke, da Universidade de Michigan, voa na decisão de 2013, contra Universidade de Louisville, nos EUA – foto: Jeff Haynes/Reuters

Nos Estados Unidos, é muito difícil ligar a televisão ou o rádio, acessar um portal da internet ou ler um jornal no mês de março, sem se deparar com notícias sobre a “March Madness”, a “Loucura de Março”, em língua portuguesa. A March Madness é incrivelmente popular, está ao vivo na TV aberta, em horário nobre. Movimenta bilhões de dólares! A “Loucura de Março” é, simplesmente, basquete universitário. Não é a NBA, é a fase eliminatória da primeira divisão do maior torneio de basquete universitário dos Estados Unidos. São 68 times. E o povo americano realmente quer saber quem será o campeão nacional.

Cada jogo da March Madness de 2013 teve 10,7 milhões de telespectadores, em média. 23,4 milhões de americanos assistiram à final do basquete masculino da primeira divisão da NCAA no ano passado, na qual a Universidade de Louisville venceu a Universidade de Michigan. Patrocinadores como a gigante do ramo das telecomunicações, AT&T, a Coca-Cola, LG, Nissan, Unilever, e outras oito grandes empresas estão envolvidas com basquete universitário nos Estados Unidos. A final de basquete masculino de 2014 será realizada em um estádio com capacidade para 105 mil pessoas. A arena do Dallas Cowboys, do futebol americano, na cidade de Arlington, no estado do Texas.

Michael Jordan joga pela Universidade da Carolina do Norte - foto: AFP/ROBERT SULLIVAN

Michael Jordan joga pela Universidade da Carolina do Norte – foto: AFP/ROBERT SULLIVAN

Há mais de 50 anos, o esporte universitário é uma arma poderosa para a promoção da educação nos EUA. Os alunos criam uma forte identidade com a comunidade atlética da escola. Ex-alunos fazem doações em dinheiro. Às vezes, muito dinheiro. Os que querem ser alunos compram produtos, entradas para os jogos e fazem os pais guardarem muito dinheiro para sustentar o ensino superior dos filhos.

Michael Jordan já era conhecido dos americanos antes mesmo de se tornar jogador profissional de basquete. Aluno-atleta premiado em 1984, defendendo o time da Universidade da Carolina do Norte, Jordan já estava na televisão antes de ser escolhido pelo Chicago Bulls, da NBA. Já era um campeão olímpico, inclusive. Medalha de ouro nas Olimpíadas de Los Angeles-1984.

Técnico Mike Krzyzewski orienta os EUA - foto: AP Photo/Mark J. Terrill

Técnico Mike Krzyzewski orienta os EUA – foto: AP Photo/Mark J. Terrill

O técnico da seleção americana de basquete, Mike Krzyzewki, atual bicampeão olímpico, já dispensou muitos convites de times profissionais para continuar dirigindo a Duke University, uma escola privada do estado da Carolina do Norte, cargo que ocupa desde 1980. O “Coach K”, como ficou conhecido Krzyzewki, recebe um salario anual de $ 7,2 milhões de dólares, cerca de R$ 16,7 milhões por ano. Como pode uma instituição de ensino pagar tanto por um treinador de basquete? As escolas americanas são administradas como empresas. A venda de ingressos, de produtos licenciados, direitos de transmissão constituem grande parte da renda das universidades. O torneio de basquete de 2014 envolve contratos bilionários de direitos de transmissão com algumas das maiores redes de televisão dos Estados Unidos, como a CBS, ESPN e a Turner Sports.

Os americanos consomem esporte universitário tanto quanto se interessam por esportes profissionais. O futebol americano e o basquete universitários estão entre os sete esportes prediletos no país. A frente do futebol, segundo pesquisa realizada em janeiro de 2014 pela consultoria Harris Poll, considerando adultos a partir dos 18 anos de idade. Essa é, atualmente, a ordem de preferencia nos EUA: Futebol americano, beisebol, futebol americano universitário, automobilismo, NBA, NHL e basquete universitário.

Os atletas universitários não podem receber um centavo sequer. Seja de patrocinadores pessoais, ou mesmo para participarem de campanhas publicitárias. As bolsas de estudos (que podem valer bastante dinheiro) são tudo o que eles podem ter. Essa é a regra mais controlada e debatida do esporte universitário dos EUA, já que os garotos fazem muito dinheiro para as instituições. Em 2012, a NCAA fez $1 bilhão, em anúncios comerciais durante os jogos na TV, o equivalente hoje a R$ 2,3 bilhões.

A NCAA, National Collegiate Athletic Association, reúne 1281 instituições de ensino. É apenas uma das três maiores associações. As outras são a National Association of Intercollegiate Athletics (NAIA) e a National Junior College Athletic Association (NJCAA).

Um ingresso para assistir a um jogo de futebol americano universitário pode custar entre R$230 e $7 mil. Nos jogos de basquete, varia entre R$12 e R$1,2 mil.

Atualmente, a lista de esportes regulados pela NCAA inclui beisebol, basquete, boliche, boxe, cross country, esgrima, hóquei sobre a grama, futebol americano, golfe, ginástica artística, hóquei sobre o gelo, lacrosse, tiro esportivo, remo, esqui, futebol, softbol, natação, saltos ornamentais, tênis, atletismo, vôlei, polo aquático e luta olímpica.


Você precisa ver: Projeção 3D na quadra de basquete
Comentários Comente

Marcos Peres

O esporte é, primordialmente, entretenimento. Pelo menos nos Estados Unidos. Assista a esse vídeo e comprove. É uma projeção em 3D na quadra de basquete inaugurada no último sábado pelo Cleveland Cavaliers, da NBA, o time do pivô brasileiro Ânderson Varejão.

A projeção de quadra inteira, desenvolvida pelo estúdio Quince Imaging, em parceria com a TV oficial do Cleveland Cavaliers, a Q-TV, e a Think Media Solutions, foi apresentada ao público durante a cerimônia de “aposentadoria” da camisa número 11 dos Cavaliers, em homenagem ao pivô lituano  Zydrunas Ilgauskas. Ilgauskas ficou famoso por seus 2,21m de altura. Ele jogou pelo time de Cleveland de 1996 a 2010. É o homem que mais partidas fez, mais rebotes pegou e mais tocos aplicou na história da franquia.


Estrangeiros questionam Ronaldinho e Kaká fora da Copa
Comentários 5

Marcos Peres

O mundo do futebol está se acostumando ao nome do meia Oscar, do Chelsea. Hulk, do Zenit, ou Willian, do Chelsea, ainda estão muito longe de serem marcas globais, como está se tornando Neymar, do Barcelona, nos últimos anos. Talvez nunca o sejam. Bernard, que no ano passado transferiu-se do Atlético Mineiro para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, é um desconhecido para a maioria. A dois meses da convocação da única seleção pentacampeã do mundo para a Copa a ser disputada em casa, no Brasil, o mundo se pergunta: Por que o treinador da seleção brasileira abriu mão de Ronaldinho e Kaká?

"Ronaldinho: Onde deu tudo errado no ano da Copa do Mundo” é o título do Bleacher Report - Reprodução

“Ronaldinho: Onde deu tudo errado no ano da Copa do Mundo” é o título do Bleacher Report – Reprodução

Já faz quase dez anos que Ronaldinho foi eleito o Melhor Jogador do Ano da FIFA pela primeira vez, em 2004, repetindo o feito em 2005. Kaká foi o último brasileiro a receber a honraria, há quase sete anos, em 2007. Porém, não é de se estranhar que os fãs queiram vê-los em ação. Que se perguntem por que o técnico Luiz Felipe Scolari parece ter aberto mão da experiência de duas Copas do Mundo de Kaká e das três Copas de Ronaldinho, como escreveu o colunista inglês Robbie Blakeley, para o portal Bleacher Report:

“Aos 33 anos de idade, os melhores dias do jogador duas vezes eleito Jogador do Ano pela FIFA claramente já ficaram para trás. Mas, com certeza, um jogador com a experiência de Ronaldinho, ainda mais com o talento absurdo que tem, poderia encontrar um lugar na formação da seleção para a Copa mais importante do país desde 1950,” estranhou Blakeley. O título da reportagem é “Ronaldinho: Onde deu tudo errado no ano da Copa do Mundo”.

“Kaká e Ronaldinho estão mais longe do Mundial” destaca o jornal espanhol Marca - Reprodução

“Kaká e Ronaldinho estão mais longe do Mundial” destaca o jornal espanhol Marca – Reprodução

Kaká vai completar 32 anos em abril. Ronaldinho jogaria a Copa aos 34, assim como deve acontecer com o meio-campo Xavi, do Barcelona, um dos líderes da Espanha, e com o meia Andrea Pirlo, da Itália e da Juventus de Turim, ambos de 34 anos de idade.

Kaká e Ronaldinho estão longe de contar hoje, no Brasil, com a popularidade que Romário tinha em 2002, quando Felipão decidiu não leva-lo para a Copa da Coréia e do Japão. E além do mais, a Copa das Confederações do ano passado deu ao técnico da seleção a base de apoio para suas crenças de que há gente mais bem preparada no momento para representar o Brasil. Nem Kaká, nem Ronaldinho participaram da campanha. E a seleção passou no teste, suportando a pressão de jogar no Brasil, avançando até a final e derrotando os experientes espanhóis, atuais campeões do mundo, por 3 a 0 na final.

A reportagem do Bleacher Report descreve o caso de Ronaldinho dizendo que desde a passagem pelo Milan, da Itália, em 2011, “a sua fome e desejo pelo jogo visivelmente deixaram seu corpo”. O jornal espanhol Marca, que tantas manchetes positivas dedicou a Ronaldinho e Kaká, quando esses atuavam por Barcelona e Real Madrid, respectivamente, dessa vez constata: “Kaká e Ronaldinho estão mais longe do Mundial.”


Dez seleções jogarão nos EUA antes da Copa
Comentários 5

Marcos Peres

A seleção do México, adversária do Brasil no grupo A da Copa do Mundo, jogará nos Estados Unidos os quatro últimos amistosos antes da estréia na Copa, no dia 13 de junho, contra a seleção de Camarões. A última delas, contra Portugal, do astro Cristiano Ronaldo. Por razões comerciais, atualmente os mexicanos jogam mais nos EUA do que no próprio México. A seleção dos Estados Unidos também jogará quatro amistosos em casa antes do embarque para São Paulo, um deles contra o próprio México. Outras sete seleções que vão disputar a Copa de 2014 também vão fazer uma parada nos Estados Unidos, entre 29 de maio e 7 de junho, antes de embarcar em definitivo para o Brasil. No total, nove das 32 seleções da Copa vão jogar 14 amistosos nos EUA. Entre elas, a atual campeã mundial, a Espanha.

Diego Costa, atacante brasileiro naturalizado espanhol, será uma das atrações nos EUA - Divulgação

Diego Costa, atacante brasileiro naturalizado espanhol, será uma das atrações nos EUA – Divulgação

Nigéria, Bósnia e Herzegovina, Grécia, Honduras, Equador e Costa do Marfim também vão participar de amistosos organizados pelo braço comercial da liga de clubes dos EUA, a Major League Soccer, em um esforço para promover o esporte no país.

Série de amistosos nos EUA foi batizada de Road to Brazil "Caminho para o Brasil", em português - Divulgação

Série de amistosos nos EUA foi batizada de Road to Brazil “Caminho para o Brasil”, em português – Divulgação

O time espanhol vai enfrentar a seleção de El Salvador na região de Washington, no dia 7 de junho, seis dias antes da estréia na Copa, no dia 13 de junho, contra a Holanda, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O jogo entre Espanha e El Salvador vai preceder partida válida pela liga americana, entre D.C. United e Columbus Crew.

Espalhadas por diversos pontos do país, as seleções da Copa não vão apenas medir forças, como também enfrentarão seleções convidadas, como Turquia, Bolívia, El Salvador e Israel.

Veja a lista dos 14 amistosos a serem disputados nos EUA antes da Copa: 

O México nos EUA:

2 de abril – Estados Unidos X México – Glendale, Arizona – University of Phoenix Stadium

31 de maio – México X Equador – Arlington, TX – AT&T Stadium

3 de junho – Bósnia e Herzegovina – Chicago, IL – Soldier Field

6 de junho – México X Portugal – Foxborough,  MA – Gillette Stadium

 

A seleção dos EUA:

2 de abril – Estados Unidos X México – Glendale, Arizona – University of Phoenix Stadium

27 de maio – Estados Unidos X Azerbaijão – San Francisco, CA – Candlestick Park

1 de junho – Estados Unidos X Turquia – Harrison, NJ – Red Bull Arena

7 de junho – Estados Unidos X Nigéria – Jacksonville, FL – EverBank Field

 

Demais seleções da Copa nos EUA:

29 de maio – Honduras X Turquia – Washington D.C. – RFK Stadium

30 de maio – Bósnia X Costa do Marfim – St. Louis, MO – Edward Jones Dome

1 de junho – Honduras X Israel – Houston, TX – BBVA Compass Stadium

3 de junho – Grécia X Nigéria – Chester, PA – PPL Park

4 de junho – Costa do Marfim X El Salvador – Frisco, TX – Toyota Stadium

6 de junho – Grécia X Bolívia – Harrison, NJ – Red Bull Arena

7 de junho – Espanha X El Salvador – Landover, MD – FedEx Field

 


Júlio César revela cobrança de Felipão na TV canadense
Comentários 18

Marcos Peres

Imagens dos bastidores da chegada do goleiro Júlio César a Toronto estão sendo exibidas na TV canadense, em um programa produzido pelo novo time do goleiro da seleção brasileira, o Toronto F.C. A atração se chama All for One (“Todos por um”, em português), em referência ao lema dos “Três Mosqueteiros”, obra do escritor francês Alexandre Dumas no século 19. A caminhada de Júlio César na liga norte-americana, a Major League Soccer, começa nesse sábado, contra o Seattle Sounders.

Júlio César nos bastidores da chegada a Toronto - All For One - Toronto F.C.

Júlio César nos bastidores da chegada a Toronto – All For One – Toronto F.C.

No caminho entre o hotel e o moderno centro de treinamentos do Toronto F.C., em Downsview Park, no subúrbio da cidade de Toronto, Júlio César fala sobre o alívio de ter finalmente encontrado um time para jogar, depois de oito meses no banco de reservas do Queens Park Rangers, da Inglaterra. E da pressão do técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, para que o goleiro voltasse a atuar e, assim, ganhasse ritmo de jogo para a Copa do Mundo desse ano.

“No primeiro ano, tudo bem. Mas, no segundo ano, quando você não joga, é duro”, disse Júlio César. “Especialmente para mim, que preciso jogar para estar em forma para a Copa do Mundo. E o treinador da seleção me ligava todo dia: ‘Você encontrou um time? Já encontrou um time?’ – Eu vou, calma! Não é fácil. Encontrar um time que queira me levar não é fácil. Finalmente, quando fiquei sabendo sobre o Toronto, disse é claro, vamos.” Felipão garantiu Júlio César na Copa do Mundo ainda em setembro de 2013, 9 meses antes da competição.

O programa, exibido em três emissoras diferentes no Canadá, TSN, SportsNet One e GolTV, mostra algumas belas imagens da cidade de Toronto, capital da província de Ontario, e a reação do goleiro brasileiro, ainda dentro do carro que o levava para a apresentação oficial. “Um dia, você está no Brasil, um dia na Itália, um dia na Grã-Bretanha, um dia em Toronto”, disse sorrindo o jogador. “Muitas mudanças! Muitos amigos me disseram que Toronto é uma ótima cidade para se viver, apesar do clima (gelado). Sabe, no Brasil – não gosto muito de falar sobre isso, mas é a realidade – é muito perigoso, especialmente no Rio e em São Paulo”, comentou Júlio César, que revelou ter tentado acordos com clubes brasileiros antes de assinar contrato de empréstimo até dezembro de 2014 com o Toronto F.C.

Ao encontrar no vestiário o técnico Ryan Nelson, Júlio César abraça o treinador neozelandês, dizendo: “Bom te ver! Obrigado por tudo!” E Nelson responde: “Sem problemas. É bom te ver aqui”.

Áudio das emissoras de rádio locais citam as principais conquistas de Júlio César no futebol, cinco títulos na liga italiana pelo Inter de Milão, a Copa dos Campeões da UEFA 2009-2010 e o Mundial de Clubes da FIFA de 2010. “Vamos ver se ele consegue corresponder a todas as expectativas em Toronto”, conclui um dos âncoras do rádio canadense.