Blog do Marcos Peres

Arquivo : fevereiro 2014

Um Higuaín no caminho de Júlio César antes da Copa
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Marcos Peres

No quintal de casa, em Buenos Aires, Argentina, dois dos quatro irmãos da família Higuaín eram especialmente competitivos nas peladas de futebol disputadas todos os dias depois da escola. Eles viriam a seguir os passos do pai, o zagueiro argentino Jorge Higuaín, famoso na década de 80.

Ambos começaram a jogar profissionalmente no River Plate. Gonzalo Higuaín se tornaria um dos maiores atacantes do planeta nos anos 2000. Depois de sete anos de sucesso no poderoso Real Madrid, da Espanha, transferiu-se para o Napoli, da Itália por R$135 milhões, em 2013. E deve ser uma das principais armas da seleção da Argentina na Copa de 2014. Enquanto isso, o irmão mais velho, Federico Higuaín, teve que passar pela segunda divisão argentina antes de alavancar a carreira. Nunca havia se firmado em clube algum antes de ser contratado pelo Columbus Crew, da liga norte-americana de futebol, em 2012, por cerca de R$1,5 milhão, junto ao modesto Colón de Santa Fé, da Argentina.

Federico Higuaín, meia do Columbus Crew, dos EUA - foto: Getty Images / thecrew.com

Federico Higuaín, meia do Columbus Crew, dos EUA – foto: Getty Images / thecrew.com

Aos 29 anos, Federico Higuaín é capitão e principal jogador do Columbus Crew, time do estado de Ohio, nos Estados Unidos. “Argentina e Brasil são semelhantes. Contam com muitos jogadores de grande nível. É difícil às vezes ter a possibilidade de jogar pela seleção. De todas as formas, trato de fazer bem o meu trabalho dentro do clube e nada mais. Só penso nisso, contou Federico, que atua como meia-atacante. Em parte, por causa da estatura. Ele mede 1,72m, é 12 centímetros mais baixo do o irmão Gonzalo, de 26 anos, que se tornou um atacante de bom porte, que mede 1,84m.

Autor de 11 gols e nove assistências para gols em 29 jogos da temporada 2013, Federico é um dos jogadores mais bem pagos do Columbus Crew, Federico ganhou $ 606 mil dólares na temporada 2013, cerca de R$ 1,4 milhão. Enquanto isso, estima-se em R$ 15 milhões os vencimentos de Gonzalo no Napoli na atual temporada. Aliás, recentemente, o clube italiano rejeitou recentemente uma proposta do Chelsea, da Inglaterra, pelo atacante, que pode ter chegado aos 50 milhões de libras, o que corresponderia a R$ 194 milhões!

Gonzalo Higuaíns, atacante do Napoli e da seleção argentina - foto: Clive Brunskill/Getty Images

Gonzalo Higuaíns, atacante do Napoli e da seleção argentina – foto: Clive Brunskill/Getty Images

“Gonzalo está entre os melhores do mundo, sem dúvida”, afirmou Federico Higauín. “É um atacante muito completo, que luta por sua equipe, é muito inteligente para se desmarcar, buscar uma posição dentro da área e poder marcar gols. É um grande definidor, um finalizador muito bom. Também pode voltar e buscar jogo porque tem muitas qualidades para dominar a bola. Sempre digo a ele, o conheço desde pequeno e ele está entre os cinco melhores atacantes do mundo.” As médias de gols de Gonzalo Higuaín comprovam: 107 gols em 190 jogos pelo Real Madrid, média de 0,56 por partida. E 21 gols em 31 partidas pela seleção da Argentina, 0,67 por jogo.

Porém, Federico pode se considerar um “irmão menos famoso” de muito sucesso. Recentemente, John Rooney, irmão mais novo de Wayne Rooney, e o zagueiro Digão, irmão mais jovem de Kaka, passaram despercebidos pela liga americana, jogando pelo New York Red Bulls.

Federico revelou que vive muito feliz nos Estados Unidos. E resumiu o que o goleiro da seleção brasileira, Júlio César, vai encontrar na América do Norte, jogando pelo Toronto FC, do Canadá. Os dois devem se enfrentar antes da Copa, no dia 15 de abril. “Principalmente, uma liga muito bem organizada, na qual o jogador tem somente que pensar em jogar”, disse Federico. “Uma liga que te dá todo tipo de segurança, inclusive nos dias de jogo. Toda a estrutura para se treinar durante a semana, bons campos de treinamento, indumentária esportiva, equipamentos de treino, tudo. Boa hotelaria nas viagens, ótimos estádios. A verdade é que é uma liga bem pensada, que cresceu muito e que vai seguir crescendo. Assim, suponho que Júlio vá gostar muito, como aconteceu comigo, como aconteceu com outros jogadores de menor trajetória do que ele, mas que chegamos até aqui. E a verdade é que nos tratam muito bem.”

Os irmãos Higuaín não vão se encontrar antes da Copa do Mundo. Porém, Federico aguarda a convocação oficial da Argentina para programar uma viagem ao Brasil. “Gostaria, porque penso que vá ser lindo para nós. Mundial no Brasil, na vizinhança, pela possibilidade de encontrar muita gente do meu país e em cidades nas quais se vive o futebol como no meu país. Com certeza vai ser uma Copa muito linda!”


Veteranos: a Copa não seria a mesma sem eles
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Marcos Peres

Dez ou quinze anos de carreira podem pesar bastante sobre os joelhos e tornozelos de jogadores de futebol. Ainda assim, alguns deles ainda somam o peso de carregar nas costas suas respectivas seleções nacionais. Podem chama-los de ídolos ou de veteranos. Eles sobreviveram às exigências físicas do futebol moderno e vão jogar a Copa do Mundo de 2014.

Aos 34 anos, Tim Cahill será a estrela da Austrália na terceira Copa consecutiva. Isso quer dizer que, pelo menos nos últimos nove anos, nenhum jogador melhor do que ele surgiu naquele país de 23 milhões de habitantes. “Para mim, nada muda em ano de Copa”, disse Cahill ao Blog em Orlando, nos Estados Unidos, onde o time dele, o New York Red Bulls, faz pré-temporada. “Você quer jogar o máximo que puder, quer treinar e dar tudo o que tem nos jogos. Você precisa atuar bem pelo clube e jogar quantos minutos puder para depois representar bem o seu país. Eu já joguei duas Copas, essa vai ser a terceira. Aprendi que é preciso jogar o máximo que puder e aproveitar.”


Tim Cahill marcou o primeiro gol da história da seleção australiana em Copas do Mundo. Aliás, os dois primeiros, na vitória da Austrália por 3 a 1 sobre o Japão, na Copa da Alemanha, em 2006. Ele voltou a marcar na Copa da África do Sul, em 2010, quando a Austrália bateu a Sérvia por 2 a 1. Essas foram as únicas duas vitórias do time australiano em Copas do Mundo.

Apesar de jogar como meia, Cahill divide com o ex-atacante Damian Mori o posto de maior artilheiro da história da seleção australiana, com 29 gols. Porém, esse ano será difícil igualar a melhor colocação da Austrália nas Copas, a segunda fase, alcançada em 2006. A sorte – ou a falta dela – colocou os australianos no grupo B da Copa de 2014, ao lado de Espanha e Holanda, as finalistas da Copa da África do Sul, em 2010. Difícil acreditar que elas não serão as duas seleções do grupo a avançar para a segunda fase. “É o que é, um dos grupos mais difíceis da Copa”, afirmou Cahill. Para mim, é ótimo! Jogar contra os melhores, os finalistas da última Copa, contra jogadores excepcionais. Para mim, o mais importante é aproveitar e tentar fazer algo especial para o meu país.”

É o que tentará fazer David Pizarro, de 34 anos, meia do Chile, outro que caiu no grupo B. Pizarro atualmente joga pela Fiorentina, da Itália.

Apesar de não estar apresentando o mesmo futebol que o coroou o melhor jogador da Copa de 2010, aos 34 anos, o atacante Diego Forlán deve jogar a terceira Copa do Mundo pelo Uruguai. Pelo grupo D, ele deve enfrentar o meia inglês Frank Lampard, do Chelsea, que vai completar 36 anos dias antes da estreia na terceira Copa da carreira.

A lista dos veteranos que vão explorar os “atalhos” dos gramados dos novos estádios “padrão FIFA” no Brasil inclui jogadores como o grego Georgios Karagounis, de 36 anos, jogador do Fulham da Inglaterra, o atacante Didier Drogba, de 35 anos, da Costa do Marfim e do Galatasaray e outros não tão veteranos, mas velhos conhecidos, como o atacante camaronês de 31 anos, Samuel Eto’o, do Chelsea, e o russo Andrei Arshavin, de 32 anos, que trocou o Arsenal pelo Zenit São Petesburgo.

Segundo o australiano Tim Cahill, esses jogadores, que tanto contribuíram com o crescimento do futebol em seus respectivos países receberão um grande presente em troca esse ano no Brasil: “Isso será o êxtase do futebol mundial! Samba e futebol, vai ser demais! Vai ser ótimo para os fãs e também para o Brasil mostrar seu potencial para o mundo. Mal posso esperar!”


Júlio César justifica Toronto: “Não dava pra escolher muito”
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Marcos Peres

Júlio César, goleiro brasileiro

Júlio César, goleiro brasileiro

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Júlio César está passando duas semanas na Disney, em Orlando. Não como turista. Ele é atração, assim como o atacante francês Thierry Henry. Porém, os dois ícones do futebol moderno estão encarando a pré-temporada da liga norte-americana de formas opostas. Henry, de 36 anos, campeão da Copa do Mundo da França, em 1998, curte a fama relaxado. Quer apenas entrar em forma para cumprir o último ano de um contrato milionário na América do Norte, pelo New York Red Bulls. Já o goleiro da seleção brasileira deixou bem claro que não está alí para se divertir. Não foi um grande contrato que atraiu Júlio César, de 34 anos, para o Toronto F.C. Pelo contrário. “Eu abri mão de situações minhas pra chegar a um acordo com meu antigo clube (o Queens Park Rangers, da Inglaterra). Tudo isso por um sonho. Chegou a hora de eu retribuir o que o Felipão e o Parreira vêm fazendo por mim”, explicou Júlio César.

Ao garantir a convocação de Júlio César para a Copa com nove meses de antecedência, Felipão pretendia dar fim aos questionamentos sobre o goleiro reserva do Queens Park Rangers ser o titular da seleção. Porém, Júlio César nunca se sentiu à vontade. E cogitou até mesmo deixar de lado a segurança e o conforto que a família tinha na Inglaterra para retornar ao futebol brasileiro. Apenas para ter a oportunidade de jogar e se apresentar bem preparado à seleção. “Chegou um momento em que não dava pra escolher muito”, revelou o goleiro. “O que viesse seria muito bem vindo. Conversei com alguns clubes no Brasil, mas não chegamos a nenhum acordo. Conversei também com alguns clubes na Europa. E acabou que apareceu o Toronto como uma novidade pra mim e eu acabei aceitando. O clube está crescendo e a MLS também.”

O Toronto F.C. e a Major League Soccer não divulgam detalhes de contratos de jogadores. Mas Júlio César revelou ao Blog que deve retornar a Toronto depois da Copa. “A princípio, assinei contrato de empréstimo até o final de dezembro. Eu tenho um contrato em vigor com o Queens Park Rangers também. Então, é uma coisa a ser discutida somente após a Copa.”

O Queens Park Rangers, hoje na segunda divisão inglesa, continua pagando parte dos salários do goleiro brasileiro. A MLS tem uma séria política de teto salarial, que permite apenas três exceções por clube. Antes de Júlio César, o Toronto F.C. já havia contratado o atacante da seleção inglesa Jermain Defoe, o volante da seleção americana Michael Bradley e o brasileiro Gilberto, ex-atacante da Portuguesa e do Inter, para ocupar essas três vagas.

Durante os próximos quatro meses, que antecedem a Copa, tão importante quanto jogar será evitar e até mesmo tratar possíveis lesões corretamente. Júlio se diz seguro em Toronto. “A estrutura é maravilhosa, o centro de treinamentos é maravilhoso. O treinador de goleiros é muito bom, estou tendo a oportunidade de trabalhar com a bola que vai ser a bola da Copa. Uma série de coisas positivas, das quais eu tenho que tirar proveito da melhor maneira possível.”

Depois de ter sido eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações de 2013, ajudando a seleção na conquista do título, Júlio César passou oito meses sem jogar regularmente. Tempo suficiente para fomentar em muitos brasileiros o receio de que talvez ele não se apresentasse bem preparado para a Copa. Contudo, há poucos dias, o ex-goleiro Marcos, campeão da Copa de 2002, defendeu Júlio César como titular da seleção, principalmente para enfrentar a pressão de se disputar uma Copa no Brasil. “O Marcos, além de ter feito uma carreira brilhante como goleiro e de ter sido o ultimo goleiro campeão mundial, vindo da parte dele, pra mim é motivo de muito orgulho. Me sinto lisonjeado”, disse Júlio César. “Tive oportunidade de estar com o Marcão agora na Copa das Confederações e conversamos bastante. Inclusive conversamos muito sobre essa situação de pressão de jogar no país. É um cara que vem sempre me apoiando e agradeço muito.”

Um dos líderes do time comandado por Luiz Felipe Scolari, Júlio César comemorou a recuperação de uma lesão do atacante Fred, do Fluminense, considerado por Felipão outro homem de confiança de Felipão, a tempo de participar do amistoso do próximo dia 5 de março, contra a África do Sul, em Joanesburgo. “No período de Copa das Confederações, Felipão escolheu os jogadores de confiança”, afirmou Júlio. “Devem estar faltando cinco ou seis jogadores para fechar a lista. Acredito que o grupo esteja praticamente fechado na cabeça dele. Todo treinador trabalha com um leque de jogadores de confiança.” Ele, Júlio César, é a maior prova disso.


Violência na Ucrânia ameaça amistoso contra EUA
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Marcos Peres

A escalada da violência na Ucrânia, onde mais de 60 manifestantes teriam sido mortos só nessa quinta-feira (20), deve impedir a disputa de um amistoso no país, entre a seleção ucraniana de futebol e os Estados Unidos. O jogo está marcado para o dia 5 de março, na cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia.

Manifestantes ocupam a praça da Independência em Kiev, na Ucrânia - foto: Maks Levin/Reuters

Manifestantes ocupam a praça da Independência em Kiev, na Ucrânia – foto: Maks Levin/Reuters

Organizadores do evento estão trabalhando em conjunto com as federações ucraniana e americana em busca de um novo país para a realização da partida. “Sempre foi uma possibilidade”, disse ao Blog o diretor de comunicações da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Neil Buethe. “Continuamos analisando nossas opções”, completou o executivo.

O amistoso é tido como fundamental pelo técnico da seleção americana Jurgen Klinsmann, por se tratar de uma data FIFA, uma das raras oportunidades de contar com todos os jogadores que atuam na Europa. A delegação dos Estados Unidos tem dois dias de treinamentos agendados em Frankfurt, na Alemanha.

Os EUA estão no grupo G da Copa do Mundo, ao lado da Alemanha, Portugal e de Gana. A Ucrânia não se classificou para a Copa.

Ao menos 21 manifestantes ucranianos morreram durante enfrentamentos com a polícia nessa quinta-feira (20), na capital Kiev. As autoridades ucranianas dizem que os rebeldes tomaram 67 policiais como reféns. Imagens de policiais mascarados atirando contra os manifestantes circularam pela internet. Veja

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Sergei Arbúzov, ordenou no último fim de semana o esvaziamento das ruas e prédios administrativos de Kiev. Porém, os rebeldes alegam que não desistirão enquanto não houver uma reforma na lei de anistia. Eles querem a libertação de todos os presos políticos e a retirada das acusações criminais contra eles.

Os problemas políticos ucranianos se agravaram há três meses, quando o governo ucraniano se recusou a assinar um acordo com a União Européia, preferindo uma oferta financeira da Rússia.

Há dez dias, a Rússia acusou os Estados Unidos de intromissão nos assuntos internos da Ucrânia e ameaçou suspender parte da oferta financeira caso a situação no país não seja pacificada.


LeBron James agradece ao pai por não estar por perto
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Melhor jogador de basquete da atualidade, o americano LeBron James publicou na madrugada dessa quinta-feira uma mensagem, na rede social Instagram, agradecendo ao pai por não estar por perto.

Mensagem de Lebron James para o pai - reprodução Instagram

Mensagem de Lebron James para o pai – reprodução Instagram

“Uau, pai, quer saber, eu não te conheço, não tenho idéia de quem você seja, mas você é parte da razão do que sou hoje”, escreveu James. “O combustível que uso – você não estar por perto – é parte do motivo pelo qual cresci para ser quem eu sou. É parte dos motivos pelos quais eu me comprometo com meus desafios… Estar numa posição que possibilite que as pessoas em volta de mim cresçam, o que talvez não acontecesse se eu tivesse tido pai e mãe, duas irmãs, um cachorro e uma cerca de madeira, entende?”

A mãe, Gloria Marie James, tinha apenas 16 anos quando engravidou de James. O pai, Anthony McClelland, nunca participou da criação do filho.

James deu à carta o título de “Por causa de você, papaizinho”. E explicou: “Obrigado por tudo! Eu poderia perguntar o porquê de não ter você ao meu lado, mas veja o que fiz de mim mesmo.”

Campeão olímpico, bicampeão da NBA, LeBron James foi eleito quarto vezes o melhor jogador da liga profissional de basquete dos Estados Unidos. Ele casou-se em setembro com Savannah Brinson, com quem tem dois filhos. James publica frequentemente fotos com os meninos na internet.


Parceiros desde os dez anos de idade ganham ouro
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Marcos Peres

Charlie White e Meryl Davis patinam juntos há 17 anos. Foram apresentados aos dez anos de idade, por um treinador visionário de uma escolinha de patinação de Michigan, nos Estados Unidos. Viveram o mesmo sonho de infância, que resistiu à adolescência, amadureceu na fase adulta e se realizou na última segunda-feira: A conquista da primeira medalha olímpica de ouro da história dos EUA na dança no gelo da patinação artística.

Charlie White e Meryl Davis conquistam primeiro ouro da história da dança no gelo dos EUA

Charlie White e Meryl Davis conquistam primeiro ouro da história da dança no gelo dos EUA

Hoje, Meryl Davis tem 27 anos, Charlie White, 26. Eles não apenas trabalham juntos, como também ganharam bolsas de estudos da mesma universidade, a Universidade de Michigan. Ela estuda antropologia cultural. Ele, política social. Porém, a parceria se solidificou na infância graças aos pais, de ambos, que tornaram-se grandes amigos. “Charlie e eu crescemos a 10 minutos um do outro. Nossos pais são melhores amigos. Nós crescemos juntos e nos conhecemos muito bem”, contou Meryl ainda em 2009, primeira temporada de sucesso internacional do casal.

Embora o relacionamento entre eles tenha durado mais do que muitos casamentos nos dias de hoje, Charlie e Meryl não são namorados. Ele atualmente mantém um relacionamento amoroso com a patinadora americana aposentada Tanith Belbin. Só mesmo uma patinadora de profissão para compreender que White sempre passará muito mais tempo com a parceira de treino do que com a própria namorada, enquanto patinar competitivamente. Não haveria outra forma de superar o histórico favoritismo dos canadenses e russos.

Foram precisos 17 anos de parceria para que White e Meryl alcançassem a excelência indiscutível. Traduzida não só em forma de medalha de ouro, mas conquistada através de três recordes mundiais: Em Sochi, eles atingiram a maior nota já concedida no programa curto, 78.89 pontos, a mais alta nota da história do programa livre, 116,63, e, portanto, uma nota total combinada como nunca se havia visto na dança no gelo: 195,52.

“Você tem que olhar no espelho e procurar entender todos os dias  que é preciso para chegar lá”, afirmou Charlie White logo após a conquista. “Há muita busca espiritual quando você está no topo do jogo, como estamos. Você amadurece muito mais rápido sob essa pressão e penso que foi isso que fizemos.”

Charlie White e Meryl Davis conquistaram também o primeiro título mundial da dança no gelo dos Estados Unidos, em 2011, igualando o feito em 2013. São os atuais pentacampeões da final do Grand Prix de patinação. Depois de conquistarem a medalha de prata nas Olimpíadas de Vancouver, há quatro anos, construíram um sólido favoritismo no atual ciclo olímpico. A forma com que lidaram com a pressão, além das lindas e inspiradoras performances no Iceberg Skating Palace, tornaram Meryl Davis e Charlie White os maiores símbolos, a principal história dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Sochi-2014.

“Nós crescemos juntos em todos os sentidos do mundo”, disse Meryl. “E eu estou muito satisfeita de termos sido capazes de fazer isso juntos”, completou.


EUA podem convidar meia da Alemanha para a Copa
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Jóia do Bayern de Munique, o meia-atacante Julian Green, de 18 anos, aceitou participar dos treinamentos da seleção dos Estados Unidos antes do amistoso contra a Ucrânia, marcado para o dia 5 de março. Green atualmente é jogador da seleção sub-19 da Alemanha. Porém, o alemão Jurgen Klinsmann, técnico do time americano, pode estar disposto a oferecer ao garoto uma vaga na delegação dos EUA que vai disputar a Copa do Mundo no Brasil.

Filho de mãe alemã e pai americano, Julian Green tem dupla cidadania. Porém, se decidir trocar a Alemanha pelos Estados Unidos, será uma escolha definitiva segundo as regras da FIFA.

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique - foto bundesliga.com

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique – foto bundesliga.com

Julian Green com o assistente-técnico dos EUA Andreas Herzog - reprodução Instagram

Julian Green com o assistente técnico dos EUA, Andreas Herzog – reprodução Instagram

Klinsmann enviou a Munique o assistente técnico da seleção americana, Andreas Herzog, para convencer pessoalmente Green a participar dos treinamentos dos EUA na cidade de Frankfurt, na Alemanha. O meia não vai embarcar com o time para o amistoso em Kharkiv, na Ucrânia. Porém, não será nenhuma surpresa se ele receber de Klinsmann uma promessa de convocação para a Copa, dependendo do desempenho do garoto nos treinamentos.

Nascido na cidade de Tampa, no estado da Flórida, EUA, Julian Green rejeitou recentemente uma convocação para treinamentos com a seleção americana, seguindo conselhos do Bayern de Munique. Poucos dias depois, em novembro de 2013, o jovem meia estreou no time principal do Bayern, no segundo tempo do confronto com o CSKA Moscou, pela Liga dos Campeões da Europa.


Toronto quer “cultura vencedora” de Júlio César
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Marcos Peres

“Ju-lee-oh”, essa é a pronúncia sugerida na página do Toronto F.C. na internet aos torcedores canadenses para que comecem a se familiarizar com o novo goleiro do time, o brasileiro Júlio César.

“Contratar um jogador com a experiência e a habilidade de Júlio Cesar apenas fortalece o nosso clube a curto e longo prazos”, disse o diretor do Toronto F.C., Tim Bezbatchenko. “Nós estamos comprometidos em criar uma cultura vencedora no Toronto F.C. e há poucas pessoas no mundo do futebol com uma trajetória comprovada de conquista de resultados consistentes, como Júlio César. Estamos muito felizes em trazê-lo para Toronto”.

Reprodução - www.TorontoFC.ca

Reprodução – www.TorontoFC.ca

Apresentado pelo Toronto F.C. em um evento realizado no centro de treinamentos da equipe, em Downsview, no Canadá, Júlio Cesar revelou que consultou a comissão técnica da seleção brasileira antes de assinar o contrato. “Conversei com o treinador da seleção brasileira e também com (Carlos Alberto) Parreira, que já trabalhou aqui, e ele me disse que é uma liga dura. Então estou feliz,” disse o goleiro brasileiro em inglês.

Júlio Cesar aguarda a emissão do visto de trabalho canadense e do Certificado de Transferência Internacional, que será emitido em breve pela Fifa, para se juntar ao time para a pré-temporada, que está sendo realizada nos Estados Unidos.

Eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações de 2013, Júlio César deixa a Inglaterra em busca de ritmo de jogo, para manter a titularidade na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo dentro de quatro meses. Reserva do Rangers, Júlio César jogou apenas uma partida na atual temporada.

O Toronto F.C. disputa a Major League Soccer, a liga norte-americana de futebol. A temporada 2014 da MLS vai começar no dia 15 de março. Único jogador da seleção brasileira pré-convocado por Felipão para a Copa, Júlio César, de 34 anos, pode fazer oito jogos até a convocação para a Copa, que será anunciada no dia 7 de maio. Há onze jogos no calendário do Toronto F.C. até o goleiro se apresentar à seleção no dia 26 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro.

O responsável pela contratação é o ex-jogador neozelandês Ryan Nelsen. Ele era companheiro de time de Júlio Cesar no Queens Park até janeiro de 2013, quando assumiu o time de Toronto como treinador.

O Toronto F.C. também negociou recentemente a maior contratação da história do clube. O atacante Jermain Defoe, da seleção inglesa, vai se despedir do Tottenham Hotspur no final do mês de fevereiro para assinar aquele que deve ser o maior contrato da MLS na atualidade. Defoe, de 31 anos, passará a ser o atleta mais bem pago da liga, desbancando o veterano atacante francês Thierry Henry, de 36 anos, do New York Red Bulls.

O brasileiro Gilberto, ex-jogador da Portuguesa, do Sport Recife e do Inter de Porto Alegre também chegou a Toronto há poucas semanas.

Primeiro time canadense a fazer parte da MLS, em 2007, o Toronto F.C. nunca avançou para a fase de playoffs da liga, equivalente às quartas-de-final.

Operado pelo mesmo grupo que controla o time de basquete Toronto Raptors, da NBA, e a equipe de hóquei no gelo Toronto Maple Leafs, da NHL, o Toronto F.C. joga no estádio BMO Field, que tem capacidade para 21 mil espectadores.


Toronto F.C. vai anunciar Júlio César nessa sexta
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Marcos Peres

O Toronto F.C. fechou a contratação do goleiro brasileiro Júlio César por empréstimo junto ao Queens Park Rangers, da Inglaterra. O time canadense vai anunciar oficialmente o acordo em um evento marcado para essa sexta-feira, às 16h, no horário de Brasília, no centro de treinamentos da equipe, em Downsview.

Júlio César precisa jogar - foto: Flavio Florido/UOL

Júlio César precisa jogar – foto: Flavio Florido/UOL

Eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações de 2013, Júlio César deixa a Inglaterra em busca de ritmo de jogo, para manter a titularidade na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo dentro de quatro meses. Reserva do Rangers, Júlio César jogou apenas uma partida na atual temporada.

O Toronto F.C. disputa a Major League Soccer, a liga norte-americana de futebol. A temporada 2014 da MLS vai começar no dia 15 de março. Único jogador da seleção brasileira pré-convocado por Felipão para a Copa, Júlio César, de 34 anos, pode fazer oito jogos até a convocação para a Copa, que será anunciada no dia 7 de maio. Há onze jogos no calendário do Toronto F.C. até o goleiro se apresentar à seleção no dia 26 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro.

O Toronto F.C. terminou 2013 com uma das piores defesas da América do Norte. O saldo de gols do time na temporada 2013 da Major League Soccer foi de -17. Fez 30 e tomou 47. Com esse déficit, o time encerrou o ano na décima sétima e antepenúltima colocação da MLS.

O responsável pela contratação é o ex-jogador neozelandês Ryan Nelsen. Ele era companheiro de time de Júlio Cesar no Queens Park até janeiro de 2013, quando assumiu o time de Toronto como treinador.

Para dar suporte à frágil defesa do Toronto nessa temporada, Ryan Nelsen vai contar com um dos jogadores mais importantes da seleção dos Estados Unidos, o volante Michael Bradley, que atuava pelo Roma, da Itália.

O Toronto F.C. também negociou recentemente a maior contratação da história do clube. O atacante Jermain Defoe, da seleção inglesa, vai se despedir do Tottenham Hotspur no final do mês de fevereiro para assinar aquele que deve ser o maior contrato da MLS na atualidade. Defoe, de 31 anos, passará a ser o atleta mais bem pago da liga, desbancando o veterano atacante francês Thierry Henry, de 36 anos, do New York Red Bulls.

O brasileiro Gilberto, ex-jogador da Portuguesa, do Sport Recife e do Inter de Porto Alegre também chegou a Toronto há poucas semanas.

Primeiro time canadense a fazer parte da MLS, em 2007, o Toronto F.C. nunca avançou para a fase de playoffs da liga, equivalente às quartas-de-final.

Operado pelo mesmo grupo que controla o time de basquete Toronto Raptors, da NBA, e a equipe de hóquei no gelo Toronto Maple Leafs, da NHL, o Toronto F.C. joga no estádio BMO Field, que tem capacidade para 21 mil espectadores.


Olimpíadas na Rússia: A delegação esquecida nos EUA
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Marcos Peres

Cresce a cada dia de competições das Olimpíadas de Inverno de Sochi a decepção dos americanos com as principais estrelas da delegação dos Estados Unidos. Já teriam festejado dois tricampeões olímpicos, se o snowboarder Shaun White e o patinador Shani Davis tivessem transformado favoritismo em performance. Porém, novos heróis podem emergir de uma delegação de 230 atletas. Ao contrário do que aconteceu na última vez em que os Jogos Olímpicos foram disputados na Rússia. Os atletas americanos foram impedidos de participar das Olimpíadas de Verão de Moscou, em 1980, por uma decisão política: O boicote liderado pelo presidente dos EUA, Jimmy Carter, aos Jogos organizados pelo regime comunista da União Soviética.

Depois de treinarem duro durante anos, com todas as privações que exige a vida de um atleta de ponta, mesmo depois de passarem pelas duríssimas seletivas olímpicas americanas, 466 atletas estavam prontos para embarcar para a Rússia, quando foram chamados para uma recepção na Casa Branca, em Washington, no dia 16 de julho de 1980. Foi quando receberam a notícia que botou fim ao sonho olímpico de muitos deles. E teve grande impacto na vida de quase todos.

“Então, ouvi aquelas palavras do presidente Carter: ‘Nós não vamos’. Eu pensei que ele estivesse brincando. Nós não vamos às Olimpíadas? Eu fiquei com o coração partido por terem misturado política e esporte. Mas eles sempre misturam. Não adianta querer o contrário”, disse o ex-corredor Don Paige, que havia se classificado para os Jogos com o melhor tempo do ano de 1980 para os 800m. Ele tinha 23 anos, mas nunca mais conseguiu se classificar para as Olimpíadas.

“Até hoje, eu nunca assisti à final dos 800m das Olimpíadas de Moscou. Fiz uma promessa a mim mesmo, disse Paige em 2012 à rede de televisão CNN.

Paige faz parte de uma geração de atletas esquecida nos Estados Unidos. Em vez de medalhas olímpicas, ele receberam do Comitê Olímpico americano medalhas simbólicas, que só em 2007 foram reconhecidas como “Medalhas de Ouro do Congresso dos EUA”,  a maior honraria civil do país.

O boicote foi organizado em protesto à invasão da União Soviética ao Afeganistão, em 1979. Os soviéticos visavam destituir o governo de Kabul, que praticava um socialismo ilegítimo aos olhos da URSS.

Mais de 50 nações seguiram os Estados Unidos no boicote. O Brasil não estava entre elas. Porém, o país fez questão de mandar alguns atletas também para as “Olimpíadas do Boicote”, evento organizado às pressas na cidade americana da Filadélfia para que as nações do bloco que aderiu ao boicote tivessem uma alternativa aos Jogos de Moscou.

Alguns atletas das “Olimpíadas do Boicote” conquistaram marcas melhores do que os medalhistas de ouro dos Jogos de Moscou, como o americano Renaldo Nehemiah nos 110m com barreiras.

“Eu posso perdoar, mas nunca vou me esquecer”, afirmou o americano Craig Virgin, dono do recorde mundial dos 10 mil metros em 1980, mas que nunca conquistou uma medalha olímpica.

Em 1984, foi a vez da União Soviética dar a resposta, liderando um grupo 15 de nações que boicotaram as Olimpíadas realizadas em Los Angeles, há exatos trinta anos.