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Arquivo : novembro 2013

Beckham: anúncio de time de futebol em Miami ainda em 2013
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Marcos Peres

O astro David Beckham transformou a especulação de que será dono de um time de futebol profissional nos Estados Unidos em afirmação, nessa sexta-feira. “Espero que o anúncio saia antes do Ano Novo”, disse Beckham em entrevista à rede de televisão inglesa Sky Sports. “Ainda não anunciamos definitivamente que será em Miami, mas obviamente tenho sido visto em Miami diversas vezes. Estamos trabalhando nos detalhes nesse exato momento”, afirmou o ex-jogador inglês.

David Beckham e MLS trabalham no anúncio do novo time em Miami - foto: Mike Ehrmann/Getty Images/AFP

David Beckham e MLS trabalham no anúncio do novo time em Miami – foto: Mike Ehrmann/Getty Images/AFP

Beckham vai utilizar uma cláusula do contrato firmado com a Major League Soccer quando era jogador do Los Angeles Galaxy, que estabelece em $25 milhões de dólares – cerca de R$ 58 milhões – o valor a ser pago por ele para adquirir uma franquia da liga americana. Um desconto de $45 milhões dólares em relação aos $70 milhões desembolsados pelo empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva pela franquia do novo time da cidade de Orlando, que vai estrear em 2015.

O boliviano Marcelo Claure, bilionário do ramo da telefonia celular, é o principal investidor do grupo de Beckham. O melhor jogador de basquete do mundo na atualidade, o americano LeBron James, que joga pelo time da cidade, o Miami Heat, deve ser mais um. “David se tornou um bom amigo nos últimos anos. Acho que seria ótimo para essa cidade ter um time de futebol, com certeza. Há interesse de ambas as partes, mas ainda é preliminar”, disse James há duas semanas.

“Estou feliz em relação ao futuro”, disse David Beckham nessa sexta-feira. “Quero voltar a dar ao jogo um algo a mais. Se essa é a forma de fazer isso, então será fantástico! Estou ansioso com isso!”


Mortes no Itaquerão fazem mundo lembrar dos gargalos da Copa
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Ao noticiar as mortes dos operários Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira, de 44, causadas pela queda de parte da cobertura do estádio Itaquerão, em São Paulo, muitos dos principais veículos de comunicação do mundo estão lembrando os diversos gargalos da Copa do Mundo a ser realizada no Brasil dentro de sete meses.

CNN destaca os problemas do Brasil nas preparações para a Copa do Mundo

CNN destaca os problemas do Brasil nas preparações para a Copa do Mundo

“O acidente aconteceu no momento em que o Brasil se aproxima do prazo final para finalizar a construção dos estádios da Copa do Mundo”, destacou a rede de televisão internacional CNN. “Ainda esse ano, o secretario geral da FIFA Jerome Valcke declarou que todos os estádios teriam que ficar prontos até dezembro”, lembrou a emissora.

O jornal inglês Independent destacou que “muitos dos estádios enfrentaram atrasos. Os de São Paulo, Manaus e Cuiabá, particularmente, não devem cumprir os prazos”, afirma a publicação. Em São Paulo, “o prazo agora parece impossível”, diz o Independent, “com os trabalhos no estádio paralisados por três dias e com 30 por cento do local isolado para as autoridades investigarem o caso”.

The Independent fall dos atrasos na construção dos estádios no Brasil

The Independent fall dos atrasos na construção dos estádios no Brasil

A CNN citou a paralisação da obra da Arena da Baixada, em Curitiba, no mês passado, por questões de segurança dos operários. E contou que “em agosto, o ministro dos esportes, Aldo Rebelo, demonstrou preocupação com os atrasos em cinco dos estádios que estão sendo construídos.”

“As preparações para a Copa do Mundo estão sendo controversas no Brasil”, disse a CNN. “Protestantes estão revoltados com o que consideram gastos absurdos com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas de 2016. Eles também criticam a falta de investimentos nos serviços públicos, escolas, hospitais, transporte. Isso levou milhares a marcharem esse ano pelas ruas do país”, reportou.


Lakers preferiu Kobe Bryant ao título, analisam americanos
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Marcos Peres

Kobe Bryant assinou com o Los Angeles Lakers uma renovação de contrato no valor de $ 48,5 milhões de dólares – cerca de R$ 112 milhões – por duas temporadas. Mesmo sem jogar uma partida de basquete há sete meses, por causa de uma cirurgia para reconstrução do tendão de Aquiles do pé esquerdo, Bryant, de 35 anos de idade, continuará sendo o jogador mais bem pago da NBA. E isso tem gerado diversas críticas à direção da franquia e à política salarial da liga nos Estados Unidos.

“Salário de $50 milhões de dólares de Kobe Bryant mostra que o teto salarial está  arruinando a NBA”, diz o título da coluna do jornalista Jonathan Mahler na página da famosa agência de notícias econômicas Bloomberg na internet. “O real problema com o contrato de Bryant é que ele representa 37 por cento do limite de gastos para a folha salarial do Lakers. Manter Kobe Bryant vai tornar quase impossível para os Lakers formar um time campeão em torno dele“, analisa o colunista.

Kobe Bryant, jogador de um time só.

Kobe Bryant, jogador de um time só.

Em vez de comemorar a manutenção de um dos maiores jogadores da história da NBA na cidade, o principal jornal de Los Angeles também discutiu a decisão da franquia. “Kobe Bryant ganha um novo contrato com o Lakers, mas será que ele pode ganhar um outro anel (outro título)? “, foi a manchete do Los Angeles Times. O subtítulo explicou: “Kobe Bryant assinou um extensão contratual de $48,5 milhões de dólares por dois anos, que pode fazer dele um jogador exclusivo do Lakers por toda a vida, mas reduz a flexibilidade financeira do time.”

O novo contrato de Bryant vai expirar quando o astro estiver a dois meses de completar 38 anos de idade. Enquanto isso, o Lakers não será capaz de fazer grandes contratações. Kobe vai ficar com $23,5 milhões dos $ 62,5 milhões de dólares projetados para o teto salarial da próxima temporada. Mais de um terço do orçamento permitido pela NBA.

O teto salarial da NBA controla os gastos com os vencimentos dos jogadores em nome da competitividade entre os times. Mas, atualmente, “o que o teto salarial faz é proteger os lucros dos proprietários das franquias”, acredita o jornalista Jonathan Mahler. “Se a NBA retirasse o teto salarial, alguns times iriam se tornar piores. Mas outros iriam melhorar drasticamente. E isso produziria um melhor basquete por fim”, acredita o colaborador da Bloomberg.

Para o gerente geral dos Lakers, Mitch Kupchak, o acordo com Kobe Bryant representa um marco histórico. “Nós sempre dissemos que nossa prioridade e esperança eram que Kobe finalizasse a carreira como um Laker. Jogar 20 anos na NBA e fazê-lo no mesmo time é fato sem precedentes e uma conquista e tanto”, afirmou o dirigente em nota.

Se tiver condições de cumprir o contrato até 2016, Kobe Bryant baterá o recorde de outro jogador de um time só, o lendário John Stockton, que defendeu o Utah Jazz por 19 temporadas.

Bryant conquistou cinco títulos pelos Lakers, honrando o nome do time em 15 All Star Games, os famosos jogos das estrelas da NBA. Em nome desse legado, o Los Angeles Lakers preferiu Kobe a uma lista enorme de grandes jogadores que terão “passe livre” e poderiam ser contratados nas próximas duas temporadas. Ela inclui o melhor jogador da atualidade, LeBron James, do Miami Heat, e ainda Carmelo Anthony, Chris Bosh, Kevin Love, Rajon Rondo, LaMarcus Aldridge, Monta Ellis, Brook Lopez, Marc Gasol, Roy Hibbert, Arron Afflalo, Tyson Chandler.


Virgem do atletismo pode disputar Olimpíadas de Inverno
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Lori “Lolo” Jones virou celebridade no mundo do esporte quando, em maio de 2012, aos 29 anos de idade, contou que pretendia manter a virgindade até se casar. Considerada uma das mais belas atletas da delegação americana nas Olimpíadas de Londres, Lolo ganhou enorme exposição nas emissoras de televisão e de rádio, virou capa de revista, se tornou “viral” nas mídias sociais a ponto de, recentemente, decidir não mais discutir o assunto publicamente.

Desde o final dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, Lolo ganhou quase 13,5 quilos. Não que tenha abusado do chocolate, depois da decepção de quase ter conquistado uma medalha pela segunda vez em duas Olimpíadas consecutivas. A velocista seguiu uma rigorosa dieta nos últimos meses para ganhar peso, afim de disputar pela primeira vez as Olimpíadas de Inverno. Lolo aceitou um convite para participar das seletivas americanas de bobsled – o trenó que atinge altas velocidades numa pista de gelo, que mais parece uma montanha russa – para as Olimpíadas de Inverno de Sochi-2014, na Rússia.

Lolo Jones no atletismo - foto: Andy Lyons/Getty Images North America

Lolo Jones no atletismo – foto: Andy Lyons/Getty Images North America

Lolo Jones protagonizou uma das maiores decepções das Olimpíadas de verão de Pequim-2008. A americana perdeu a medalha de ouro ao tropeçar na penúltima barreira dos 100m com barreiras. Ela liderava a prova com grande vantagem, mas acabou na sétima posição. Quatro anos mais tarde, em Londres-2012, Lolo terminou a mesma prova em quarto lugar, perdendo a medalha de bronze por um centésimo de segundo.

Assim como fez o ex-velocista brasileiro Claudinei Quirino nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim-2006, Lolo Jones pretende usar sua explosão muscular para tentar ajudar a impulsionar o trenó americano na largada. Ela saberá se o esforço valeu a pena no próximo dia 19 de janeiro, quando o time americano será anunciado, a poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Sochi, que vão acontecer em fevereiro, na Rússia.

Lolo Jones no bobsled - foto: Harry How/Getty Images North America

Lolo Jones no bobsled – foto: Harry How/Getty Images North America

No atletismo, Lolo Jones vinha competindo mantendo os 60 quilos. Mas, para ajudar a empurrar um trenó de 180 kg, a moça de 31 anos precisou ganhar massa muscular. As quatro horas de trabalho na pista de atletismo se tornaram quatro horas de musculação com peso. E Lolo passou a consumir nove mil calorias por dia.

“Em 13 anos de carreira no atletismo, havia momentos em que eu sentia que se desse uma mordida num doce, minha carreira estaria acabada”, contou Lolo ao jornal Denver Post. “Ter as comportas abertas, podendo comer qualquer coisa, você sente: – Isso vai ser demais! E é mesmo durante uma semana e meia. Depois, seu corpo diz: – O que você está fazendo comigo? Não estou acostumado com isso. E eu tive que arrumar outras formas de ganhar peso”, disse a atleta.

Lolo Jones faz musculação -  Reprodução Instagram Lolo Jones

Lolo Jones faz musculação – Reprodução Instagram Lolo Jones

Reprodução Instagram Lolo Jones

Reprodução Instagram Lolo Jones

Lolo Jones planeja retornar ao atletismo depois dessa aventura de inverno. Para isso, vai precisar perder todo esse peso extra.

“Eu sei que o que estou fazendo é um tanto extremo”, admitiu Lolo. “Mas, enquanto estou treinando para as Olimpíadas de Inverno, continuo treinando (para o atletismo). Continuo em forma. A única coisa que terei que fazer será perder esses 13,5 quilos. Então, estarei de muito mal humor depois de Sochi”, se divertiu a corredora – que ainda não se casou.


A pedido de Klinsmann, capitão dos EUA deve jogar na Europa
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O capitão da seleção de futebol dos Estados Unidos, Clint Dempsey, de 30 anos, decidiu seguir as orientações do técnico dos Estados Unidos, Jürgen Klinsmann, e já está negociando sua transferência por empréstimo para o futebol europeu. O atacante do Seattle Sounders está sendo disputado na Inglaterra por Newcastle , Tottenham Hotspur, Aston Villa, Southampton e Fulham, segundo o jornal ingles The Guardian.

Klinsmann pediu aos jogadores que atuam no campeonato americano que considerem propostas de empréstimo para clubes europeus durante o inverno do hemisfério norte, período em que os times da Major League Soccer ficam ociosos.

“Se você tiver uma chance de ir por empréstimo para a Europa, faça isso”, Klinsmann revelou ter dito aos atletas. “É crucial para nós que os jogadores entendam que tudo o que fizerem agora terá uma influência no Brasil em 2014. Eles não podem se acomodar”, afirmou o ex-atacante alemão.

Clint Dempsey - Cortesia MLS/ Seattle Sounders

Clint Dempsey – Cortesia MLS/ Seattle Sounders

O treinador pretende convocar os jogadores que permanecerem sem atividade para treinamentos da seleção nos mês de janeiro, que acontecerão na Califórnia e no centro de treinamentos do São Paulo FC, no bairro da Barra Funda, na cidade de São Paulo.

Embora a maioria dos integrantes da seleção dos Estados Unidos hoje atuem na Europa, alguns dos principais jogadores do time de Klinsmann foram repatriados nos últimos anos, como o meia Landon Donovan, do Los Angeles Galaxy e o próprio Dempsey, que jogou na Inglaterra entre 2007 e 2013.

Os Sounders compraram Dempsey do Tottenham Hotspur em agosto desse ano, mas contusões limitaram a participação do principal jogador do time de Seattle a apenas 12 jogos da temporada e um gol marcado.

As últimas convocações de Jürgen Klinsmann para jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 contaram, em média, com oito jogadores que atuam nos Estados Unidos. À exceção dos quatro times envolvidos nas finais de conferência da Major League Soccer, nesse fim de semana, todos os outros clubes já estão de férias. A final do campeonato americano acontecerá no dia 7 de dezembro.

O campeonato de 2014 comecará apenas no mês de março. E só os três clubes classificados para as quartas-de-final da Liga dos Campeões da CONCACAF voltarão às atividades antes da pré-temporada da MLS, o Los Angeles Galaxy, o Houston Dynamo e o San Jose Earthquakes.


Sobrevivente de dois desastres aéreos volta ao basquete
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Dois anos depois de sobreviver ao segundo acidente aéreo da vida dele, o americano Austin Hatch, de 19 anos, assinou, nessa quarta-feira, uma carta de intenções para ganhar uma bolsa de estudos pelo time de basquete da Universidade de Michigan.

Austin Hatch na coletiva de imprensa - AP Photo/Damian Dovarganes

Austin Hatch na coletiva de imprensa – AP Photo/Damian Dovarganes

“Quando acordei do coma, eu disse às pessoas: – Eu vou jogar basquete novamente”, lembrou Hatch em uma coletiva de imprensa.

Em 2011, Austin Hatch perdeu o pai e a madrasta quando um pequeno avião no qual viajavam caiu na cidade de Charlevoix, estado de Michigan. Hatch foi colocado em coma induzido pelos médicos por oito semanas para se recuperar de uma lesão cerebral causada pelo impacto, além de uma clavícula quebrada e um pulmão perfurado.

Oito anos antes, Hatch tinha perdido a mãe e dois irmãos em outro acidente aéreo. O pai era o piloto em ambas ocasiões.

O segundo acidente aconteceu apenas duas semanas depois de Hatch, de 2,01m de altura, ter se comprometido verbalmente a jogar basquete pela Universidade de Michigan assim que concluísse o ensino médio. Na época, ele era destaque das competições escolares pelo time da Canterbury High School, de Fort Wayne, estado de Indiana, com médias de 23 pontos e nove rebotes por jogo.

“Eu sinto que Deus pôs sua mão sobre mim”, disse Hatch, emocionado, depois de assinar com a universidade. “Eu sinto que há um plano para a minha vida”, afirmou o jovem que ainda não disputou uma partida competitiva desde o segundo acidente.

Austin Hatch - foto: Chad Ryan/The News-Sentinel

Austin Hatch – foto: Chad Ryan/The News-Sentinel

“O técnico Beilein me disse que não me ofereceria uma bolsa de estudos se não acreditasse que eu teria um papel que ajudasse o time a vencer”, contou Hatch. “Ele me disse: – Austin, independentemente do que você for capaz de fazer, seja como assistente ou um jogador de treino, ou o que for, você terá a bolsa de estudos. Não interessa como.”

Porém, Hatch está determinado a jogar. Mesmo reconhecendo os obstáculos que ainda tem que superar. “O que antes era instintivo, agora tenho que pensar para realizar”, ele explicou. “Vai levar mais algum tempo. Mas tenho trabalhado nos meus fundamentos. Tenho trabalhado em cada e em todos os detalhes para voltar à quadra.”

A recuperação física, emocional e mental de Austin Hatch tem avançado devagar mas estavelmente, segundo especialistas.

“Eu tive que reaprender a andar e falar”, disse Hatch. “Tive que reaprender tudo. Foi como se eu tivesse nascido novamente. Regredi muitos anos.”

“Houve algumas pessoas que duvidaram de mim”, ele contou. “Eu disse a elas que agradecia pelas opiniões, mas que iria provar que estavam erradas. Pode ter parecido forçado, vindo de um cara em uma cadeira de rodas. Mas sempre acreditei que minha hora vai chegar.”


Outro Michael está quebrando os recordes de Phelps nos EUA
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O americano Michael Andrew, de apenas 14 anos de idade, está quebrando recordes que pertenciam a Michael Phelps quando o maior nadador olímpico de todos os tempos tinha a idade dele.

Durante um evento recente na Califórnia, Andrew se tornou o garoto mais jovem da história a nadar 100 jardas nado de peito abaixo dos 56 segundos. O menino está nadando tempos que o classificariam para as Olimpíadas. E pretende estrear em dois anos, já nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Michael Andrew, profissional aos 14 anos - foto: Brendan Maloney/USA TODAY Sports

Michael Andrew, profissional aos 14 anos – foto: Brendan Maloney/USA TODAY Sports

“De vez em quando, eu olho minhas conquistas e recordes na página da federação americana de natação na internet. Eu estou fazendo história. Não há ninguém que tenha feito os recordes que eu fiz”, contou Andrew.

Com esse desempenho, Andrew seria disputado pelas melhores universidades dos Estados Unidos, interessadas em oferecer a ele bolsas de estudos em troca de um grande atleta para o time de natação.

Para isso, Michael Andrew, que hoje cursa o primeiro ano do ensino médio, não poderia receber qualquer quantia em dinheiro para nadar. Teria que recusar inclusive propostas de patrocínio. Mas, ao contrário do que fez a nadadora americana Missy Franklin, que ainda defendia o time da escola quando ganhou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nas Olimpíadas de Londres-2012, aos 17 anos de idade, Andrews decidiu se profissionalizar aos 14.

Missy Franklin mantém o status de amadora aos 18 anos. Em 2013, a nadadora ganhou uma bolsa de estudos da Universidade da Califórnia e planeja se profissionalizar em 2015, aos 20 anos. Até lá, pode estar perdendo até $ 2 milhões de dólares por ano, segundo levantamento da revista americana Forbes.

Michael Andrew passou a ser treinado pelo pai, Peter Andrew, um sul-africano que se mudou com a família para a cidade de Lawrence, no estado de Kentucky, há dois anos.

Peter Andrew explicou ao canal de televisão americano FOX que a decisão de profissionalizar o filho tem a ver menos com dinheiro e mais com o sistema de treinamento a que Michael é submetido, chamado de USRPT. O programa é baseado em treinamentos para provas específicas. Normalmente, as escolas americanas apostam em regimes mais amplos, de forma que os alunos possam somar pontos para as instituições em diferentes provas nas competições.

“Se nós o mandássemos para um programa de universidade, não iria funcionar. Eles treinam muito diferente. Foi uma decisão realmente fácil”, disse o pai.

Antes de completar 15 anos, Michael já assinou contrato de patrocínio com uma empresa de suplementos nutricionais. A família tem enfrentado críticas por profissionalizar o garoto tão cedo. Mas o pai não se arrepende. “Nós viajamos o país como uma família, acrescentou Peter Andrew. Ele nada em piscinas de todo o país. Estamos perdendo alguma coisa? Acho que não”, concluiu.


Thierry Henry é futebol-arte para os americanos
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Marcos Peres

Um bloquinho de papel e uma caneta são suficientes para fazer um desenho animado. Passando as folhas de um caderno, é possível dar vida a um personagem imaginário. Os cartunistas deram a essa arte o nome de Flipbook.

Os Flipbooks não costumam retratar a vida real. A menos que haja algo mágico para reproduzir, como os melhores momentos de um dos maiores jogadores de futebol das últimas décadas.

O canal de internet americano KickTV reinventou os lances mais memoráveis do atacante francês Thierry Henry nos gramados americanos.

“Com 400 gols assinados por ele, fomos ainda mais longe”, diz a chamada do vídeo. “Experimente o brilhantismo de Thierry através dessa mistura entre vídeo, arte de desenho manual e animação gráfica.”

Os desenhos são do cartunista Ben Zurawski:

Henry, de 36 anos, joga pelo New York Red Bulls desde 2010. O francês se tornou o principal jogador da liga quando o inglês David Beckham se despediu da Major League Soccer, em 2012. Com um contrato de $ 4,35 milhões de dólares por ano – cerca de R$ 9,9 milhões -, Thierry Henry também é o mais bem pago do futebol americano.

Campeão da Copa do Mundo de 1998, Henry é o maior goleador da seleção francesa em todos os tempos. Ultrapassou o lendário Michel Platini em 2007 e se aposentou do time francês após a Copa do Mundo de 2010, com 51 gols.


Seleção deve ter público maior do que o futebol americano em Miami
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Marcos Peres

Os organizadores do amistoso entre Brasil e Honduras comemoravam nessa sexta-feira, em Miami, a venda de mais de 75 mil ingressos para o jogo, confiantes no cumprimento da meta de venda de todas as 80 mil entradas até o horário de início do jogo.

O amistoso internacional vai render um dinheiro importante para o proprietário do estádio. O time de futebol americano Miami Dolphins enfrenta uma crise. Além de não ter feito boas campanhas nos últimos anos, as vendas de novembro sofreram uma queda depois que um caso de bullying entre jogadores virou escândalo nacional.

Sun Life Stadium - foto: divulgação

Sun Life Stadium – foto: divulgação

Um dos atletas, Jonathan Martin, de 24 anos, decidiu abandonar o time, alegando que era hostilizado constantemente pelo mesmo companheiro de equipe, Richie Ingocnito, de 31. O Blog noticiou o caso pela primeira vez no dia primeiro desse mês. Incognito foi afastado dos Dolphins por tempo indeterminado.

O Miami Dolphins vai jogar no Sun Life Stadium já nesse domingo, dia seguinte à partida entre Brasil e Honduras. Há ingressos à venda por apenas $18 dólares, cerca de R$ 40. Para Brasil x Honduras, não há entradas por menos de $ 45 dólares, o equivalente a R$ 100.

Até David Beckham, aposentado recentemente, pegou carona no sucesso que a seleção brasileira faz na Flórida para aumentar sua visibilidade e os rumores de que ele vai lançar um time da cidade de Miami na principal liga de futebol do país, a Major League Soccer. O inglês tirou fotos que rodaram o mundo ao lado de Neymar, Felipão e outros integrantes do grupo brasileiro.

Fazer mais sucesso do que um time de futebol americano no fim de semana é tarefa quase impossível para uma equipe de futebol nos Estados Unidos. Mas fãs de diversas partes do país já estão chegando a Miami desde o início da semana. “Eu vim do Kansas apenas para ver o Brasil jogar”, disse o brasileiro Regis Bezerra.

Por causa de brasileiros como Bezerra, que vivem na América, da população latina de Miami, que gosta de futebol, e dos milhares de brasileiros que visitam Miami todos os meses, há uma grande possibilidade da seleção conquistar um feito e tanto: atrair mais público no sábado do que o Miami Dolphins, bicampeão da NFL, no domingo.


Jogador pode dizer não à seleção alemã para defender EUA
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Marcos Peres

Uma das maiores promessas das divisões de base do Bayern de Munique, da Alemanha, Julian Green pode dizer não à seleção alemã, tricampeã mundial de futebol, para jogar pelos Estados Unidos.

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique - foto bundesliga.com

Julian Green atuando pelo Bayern de Munique – foto: bundesliga.com

Jogador da seleção sub-19 da Alemanha, Green é filho de mãe alemã e pai americano. O garoto tem o direito de solicitar a mudança à FIFA apenas uma vez.

O técnico da seleção americana é o ex-atacante alemão Jürgen Klinsmann. Ele convidou Julian Green para participar dos treinamentos da equipe dos Estados Unidos nesse mês de novembro. O jovem jogador se disse indeciso e decidiu não se apresentar.

“Me sinto honrado com o convite dos EUA, mas ele veio cedo demais”, explicou Green. “Ainda não tomei minha decisão final sobre jogar pela Alemanha ou pelos Estados Unidos. Essa questão não está resolvida.”

Aos 18 anos de idade, Green marcou recentemente 15 gols em 17 jogos pelo time B do Bayern de Munique na liga regional da região da Bavária.

“Julian Green é um tremendo talento”, observou Jürgen Klinsmann. “Nós o estamos acompanhando há mais de dois anos. Acreditamos que possamos ajuda-lo a se tornar um jogador especial”.