Blog do Marcos Peres

Arquivo : outubro 2013

Campeão do futebol americano recupera anel do título 21 anos depois de furto.
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Marcos Peres

Lance Alworth, integrante do Hall da Fama da liga profissional de futebol americano, recuperou nessa terça-feira o anel do título da temporada 1971 da NFL, 21 anos depois dele ter sido furtado de uma exposicão.

Lance Alworth comemora mostrando o anel recuperado - Foto: Lenny Ignelzi, AP

Lance Alworth comemora mostrando o anel recuperado – Foto: Lenny Ignelzi, AP

O ex-jogador do Dallas Cowboys acionou as autoridades depois de receber uma ligação no último dia 7 de setembro exigindo $ 40 mil dólares – cerca de R$ 87,7 mil – pelo anel.

O Departamento do Xerife do condado de San Diego, na Califórnia, descobriu que o anel seria vendido no próximo dia 20 de novembro em um leilão na cidade de Laguna Niguel, com lance mínimo estipulado em $ 44 mil dólares (R$ 96,4 mil).

A joia havia sido furtada de uma exposição em um restaurante da cidade de San Diego em 1992. “É um milagre tê-lo de volta depois de todos esses anos”, comemorou Lance Alworth.

O anel recuperado por Lance Alworth é feito de ouro branco e diamantes.

Anel recuperado, feito em ouro branco e diamantes - Reprodução NFL.com

Anel recuperado, feito em ouro branco e diamantes – Reprodução NFL.com

O xerife de San Diego informou que ainda não houve prisões. Um casal dono de uma loja de penhores na cidade de Palm Springs recebeu o anel em 2001 como garantia para um empréstimo de $ 5 mil a um homem que disse que o havia ganho do próprio ex-jogador em um jogo de pôquer, contou o detetive Jaime Rodriguez, que acredita que o homem não esteja mais vivo.

Foi um funcionário da loja de penhores quem ligou para Lance Alworth para pedir $ 40 mil dólares pelo anel. O ex-jogador disse a ele que o anel havia sido furtado. Mesmo assim, os proprietários da loja decidiram levar a joia a leilão.

Alworth ganhou o anel em 1972, depois do time dele, o Dallas Cowboys vencer o Miami Dolphins por 24 a 3 na cidade de New Orleans. Alworth recebeu dois passes e conseguiu um touchdown naquele jogo. Ele entrou para o Hall da Fama da NFL em 1978.

A tradição dos anéis no esporte dos EUA.
Os anéis dos campeões são uma tradição nos Estados Unidos. Costumam ser distribuídos desde as ligas esportivas do ensino médio no país. Eles simbolizam a vitória.

Michael Jordan posa com seus seis anéis da NBA.

Michael Jordan posa com seus seis anéis da NBA.

Nos esportes profissionais, tradicionalmente levam o nome e o símbolo do time campeão. São feitos habitualmente de ouro branco ou amarelo com diamantes.

Considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan coleciona seis anéis de campeão da NBA.

Clique aqui para ver os anéis da NFL ao longo dos anos.


LeBron James espera jogar nas Olimpíadas do Rio, em 2016.
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Marcos Peres

LeBron James celebra a medalha de ouro em Londres-2012. – Harry How/Getty Images

O americano LeBron James, melhor jogador de basquete do mundo na atualidade, afirmou que espera disputar as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Segundo entrevista publicada na noite dessa segunda-feira no portal da NBA na internet, James desmentiu os rumores de que não andava animado para disputar a próxima edição dos Jogos Olímpicos.

“Ainda não estou oficialmente dentro. Não por enquanto. Mas, com sorte, estarei saudável o suficiente e jogando bem até o momento de ser chamado”, afirmou James, que terá 31 anos de idade em 2016.

Participar dos Jogos Olímpicos pela quarta vez já seria um recorde para um jogador de basquete dos Estados Unidos. Mas, para alguém que tem como meta ser lembrado como “o maior de todos os tempos”, um outro recorde pode ser tão valioso quanto ouro. Nenhum jogador de basquete jamais foi tricampeão olímpico.

Nessa terça-feira, começa a busca de LeBron James por outro tricampeonato, o da NBA. Na temporada 2013-2014, James tentará dar mais um de seus saltos fantásticos para estabelecer uma era que leve o nome dele, liderando o Miami Heat ao terceiro título consecutivo. Assim como a dinastia Bill Russell no Boston Celtics dos anos 50 e 60 e a era Michael Jordan no Chicago Bulls.

“Me sinto como sendo um dos, não sei, um dos melhores jogadores do mundo, um dos líderes, um dos maiores modelos do nosso esporte. Sinto que tenho uma responsabilidade, se estou sadio, de ir lá e mostrar o que sou capaz de fazer”, contou James. “É como dizia (Larry) Bird, como dizia MJ (Michael Jordan). Pode haver (na arquibancada) um garoto que ganhou (o ingresso) como presente de aniversário. E aquele é o único presente, ver um jogo do Heat. Com sorte, naquela noite, eu vou poder jogar bem para ele.”

Ao ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, LeBron James igualou Michael Jordan, até então, o único jogador a ganhar o título da NBA, o prêmio de jogador mais valioso da liga e as Olimpíadas num mesmo ano.


Especialista em ética médica defende legalização do doping.
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Julian Savulescu, professor de ética da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acredita que esteja na hora de legalizar o doping no esporte, com o objetivo de regulá-lo melhor, segundo a publicação americana Medical Daily, dedicada a inovações científicas na área da saúde.

O professor Savulescu afirmou que os órgãos regulatórios deveriam controlar em vez de proibir as drogas usadas para melhorar o desempenho atlético.

“A proibição de tolerância zero no doping falhou”, afirmou o professor. “É hora de tomar uma abordagem diferente”, acrescentou.

Desde Ben Johnson, em 1988, apenas 10 homens terminaram os 100m em menos de 9.8 segundos. E deles, apenas dois – incluindo o campeão mundial Usain Bolt – estão livres de alegações de doping, lembrou a Medical Daily.

Ben Johnson vence os 100m das Olimpíadas de Seul-1988.

Depois de testar positivo nas Olimpíadas de Seul-1988, Ben Johnson admitiu o uso de esteroides anabolizantes. Mas se justificou afirmando que o fazia para poder competir em pé de igualdade com os adversários, que também se utilizariam do mesmo expediente.

Savulescu disse que “devemos avaliar cada substância individualmente” e “definir e exigir limites justos e seguros fisiologicamente.”

O especialista em ética médica defende a legalização e controle do uso de substâncias que venham a “dominar ou corromper determinado esporte, anulando a contribuição humana essencial.” Para o professor Savulescu, drogas que auxiliam na recuperação de lesões não corrompem um esporte. E, segundo ele, não devem constar da lista de substâncias controladas.

Savulescu também rejeitou o argumento de que estrelas do esporte fornecem um mau exemplo para as crianças e amadores que imitam seus modelos, afirmando que “o doping amador – visto até mesmo entre garotas do ensino médio – já está acontecendo de forma não supervisionada”.

De acordo com o professor de ética, os testes antidoping aplicados hoje “expõe o atleta a um sistema excêntrico e arbitrário” e não necessariamente nivelam o jogo, já que os competidores enfrentam uma probabilidade de apenas 2,9 por cento de serem pegos. “As regras começam a criar mais problemas do que resolvem”, disse Savulescu. “É hora de repensar a proibição absoluta e escolher limites que são seguros e aplicáveis.”

Já os médicos Leon Creaney e Anna Vondy afirmaram acreditar que a questão seja de moralidade. Para eles, a liberação de substâncias hoje consideradas ilícitas geraria uma pressão crescente sobre os atletas para competirem usando doses cada vez maiores para melhorar o desempenho.

“Os atletas que quisessem viver uma vida saudável seriam excluídos completamente. Logo, a única competição que importaria seria aquela para desenvolver as drogas mais poderosas e os competidores entrariam em um ciclo de doses cada vez maiores para ficarem à frente dos outros”.

Nesse mundo, o esporte de elite pode retornar à era dos programas de doping patrocinados pelos Estados, como na Alemanha Oriental, na União Soviética dos anos 70 e 80, segundo os doutores Creaney e Vondy. Para eles, “o uso de drogas para o aumento de performance iria aumentar exponencialmente e penetrar mais profundamente em nossa sociedade”.

No que diz respeito às baixas probabilidades de apanhar um atleta dopado nos dias de hoje, os médicos, especialistas em ética, dizem que os programas antidoping, hoje subfinanciados, deveriam ser reforçados e redirecionados para promover uma era do esporte livre de drogas.

“Diga não ao doping” – Campanha da Agência Mundial Antidoping – WADA.

Os especialistas também estão pessimistas sobre algumas previsões para o futuro do esporte, como os esforços da robótica em direção à meta de construir máquinas capazes de disputar a Copa do Mundo de futebol em 2050. “Será que um atleta de bioengenharia será capaz de inspirar da mesma maneira (que um ser-humano)?”


Pivô Tiago Splitter espera por convite para o Mundial de Basquete e acredita em pódio.
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Entre os critérios anunciados pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) para conceder convites a seleções nacionais para o Campeonato Mundial que será disputado no ano que vem, na Espanha, um chamou a atenção dos brasileiros. Será necessário o comprometimento dos principais jogadores do país em defender a seleção. O pivô Tiago Splitter, vice-campeão da NBA na última temporada, defendendo o San Antonio Spurs, já se ofereceu: “Com certeza quero jogar o Mundial. (…) O Mundial é um campeonato que marca muito a carreira de um jogador. Pela minha parte, sem dúvida vou estar lá representando o Brasil.”

Depois de dez anos defendendo o Brasil em diversas competições internacionais, mesmo quando a seleção não contava com alguns dos principais jogadores do país, pela primeira vez, Tiago Splitter pediu dispensa de uma convocação quando saiu a lista para a Copa América de Basquete, disputada entre agosto e setembro desse ano, na Venezuela. Porém, outros seis dos maiores jogadores do Brasil fizeram a mesma coisa. A maioria, por questões médicas. O time brasileiro perdeu os quatro jogos que disputou, sendo eliminado precocemente e deixando de conquistar uma das quatro vagas disponíveis para o Campeonato Mundial.

Seleção brasileira sai de quadra após derrota (AP Photo/Juan Carlos Solorzano)

No dia 2 de fevereiro do ano que vem, a FIBA vai distribuir convites para o Campeonato Mundial da Espanha a quatro seleções. Se o Brasil for uma delas, Tiago Splitter acredita que a seleção brasileira possa subir ao pódio, caso o técnico Rubén Magnano perdoe e convoque os jogadores duramente criticados por ele depois do fiasco na última competição.

“Um claro exemplo disso foram as últimas Olimpíadas”, comparou Splitter. “A gente brigou de igual para igual com todos os times. Acabamos ficando em quinto. Mas a gente tinha o jogo na mão contra a Rússia e a Rússia foi terceiro. São coisas que são definidas por detalhes. Se a gente estiver com o time completo, a gente vai ser uma das grandes seleções do Mundial e todo mundo sabe disso. Eu converso com gente da França, da Espanha e todo mundo sabe do potencial da seleção do Brasil”, afirmou o jogador.

Aos 28 anos de idade, Tiago Splitter enfrentava um momento-chave da carreira quando pediu dispensa da seleção. Depois de jogar a primeira final da carreira na NBA, provando definitivamente que podia ser efetivo para o San Antônio Spurs, depois de quatro anos nos Estados Unidos, o contrato de Splitter havia chegado ao fim. Ele negociava a renovação, o que dificultava a busca por um seguro em caso de lesão durante a Copa América. Saudável e com moral, Splitter conquistou um novo contrato de $36 milhões de dólares por quatro temporadas, cerca de R$ 78,8 milhões.

“Primeiro, é claro que todo mundo espera que vá aparecer um novo Tim Duncan, que vai meter 25 pontos, 15 rebotes. E não é assim. Eu sou outro tipo de jogador e leva um tempo para a torcida entender isso”, analisou Splitter. “E agora, eles já entenderam como é que eu jogo, como ajudo o time dentro da quadra a ganhar jogos.”

Tiago Splitter nas finais da NBA – Reprodução – SB Nation – John G. Mabanglo/Pool Photo-USA TODAY Sports

Há uma semana, o Portal SB Nation, um fenômeno na mídia esportiva dos Estados Unidos, publicou uma análise sobre Splitter com o título: “Tiago Splitter é melhor do que os números mostram.” E usou 16 ilustrações para mostrar a importância do brasileiro para os Spurs. Elas mostram toco, passe, enterrada, infiltração, bloqueio. “Os números de Tiago Splitter podem ser comuns, mas há muito mais neles do que aquilo que os olhos podem ver. Nós mostramos o porquê dos Spurs terem conseguido um bom valor no contrato de $36 milhões de dólares por quatro anos”, explicava o subtítulo da análise.

Análise de Tiago Splitter – Reproducao SB Nation

O técnico do time de San Antonio, Gregg Popovich, um dos mais respeitados do mundo, foi o primeiro a descobrir isso. Popovich já deu a Tiago uma nova missão para a temporada 2013-2014, que pode fazer dele um jogador ainda mais valioso para o San Antonio Spurs e para a seleção brasileira. “Popovich quer que eu leia melhor o jogo. Ele quer que eu seja outro armador dentro de quadra. Ele gosta da forma com que eu passo a bola. Ele quer que eu leia bem as jogadas e a gente utilize isso também como uma arma,” contou o camisa 22 dos Spurs.


NFL anuncia times que vão jogar três partidas no Estádio de Wembley, na Inglaterra, em 2014.
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Marcos Peres

A NFL anunciou nessa quinta-feira os times que serão responsáveis por mais um capítulo da expansão do futebol americano para o Reino Unido. Depois de realizar com sucesso dois jogos no famoso Estádio de Wembley, na Inglaterra, esse ano, a liga profissional americana decidiu aumentar a investida em 2014, para três partidas:

Detroit Lions X Atlanta Falcons
Miami Dolphins X Oakland Raiders
Dallas Cowboys X Jacksonville Jaguars (os Jaguars têm um acordo com o Estádio de Wembley até 2016).

As datas e horários serão anunciados futuramente.

“Nossos fãs no Reino Unido continuam a demonstrar sua paixão por mais futebol americano”, disse o comissário da NFL, Roger Goodell . “No próximo ano, pela primeira vez, vamos jogar três partidas da temporada regular em Londres. Nós agendamos três jogos atraentes, com quatro equipes jogando internacionalmente pela primeira vez. O entusiasmo crescente pela NFL internacionalmente é emocionante e estamos ansiosos por continuar respondendo a esse interesse em nosso esporte.”

Futebol americano no Estádio de Wembley, em 2013 – NFL

Com capacidade para 105 mil espectadores (90 mil sentados), o Estádio de Wembley recebeu em 2012 San Francisco 49ers X Jacksonville Jaguars, no dia 27 de setembro e Pittsburgh Steelers X Minnesota Vikings dois dias mais tarde.

A NFL estuda a possibilidade de contar com um time baseado em Londres nos próximos anos.


Brasileiro, dono do Orlando City Soccer, comemora nova arena e quer Kaka em 2015.
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Por cinco votos a dois, os comissários do Condado de Orange aprovaram na noite dessa terça-feira, a construção do estádio que vai possibilitar que o time do empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva, o Orlando City Soccer, ingresse na principal liga profissional do país, a Major League Soccer já em 2015. “Agora vamos para o contrato”, afirmou Silva. “Acredito que até o final de novembro, quem sabe, já tenhamos tudo isso assinado”.

Ilustração do estádio – Orlando City SC

Flávio Augusto da Silva passou a noite de terça para quarta-feira em claro, graças à diferença de fuso horário. De Lisboa, onde está passando uma temporada com a família, ele acompanhava pela internet os debates entre membros da comunidade de Orlando sobre a proposta de construção de um estádio de futebol na região central da cidade que é um dos maiores destinos turísticos dos Estados Unidos. Centenas de pessoas, a maioria usando camisas roxas do Orlando City Soccer, lotaram o auditório do prédio da administração do Condado de Orange. “Eu já vivi algumas experiências em negócios, umas que deram certo, outras que não deram certo. Mas é muito interessante olhar pra um negócio que tem uma abrangência tão grande na sociedade, tão profunda.”, afirmou o empresário brasileiro ao Blog, às 3h da manhã no horário de Lisboa.

Durante 4 horas, cidadãos da região de Orlando se revezaram ao microfone da comissão para expressar opiniões sobre a construção da arena e o impacto disso para a cidade. Cada pessoa teve dois minutos para discursar mediante os sete comissários, responsáveis pela votação. “Ví alí gente que eu não conheço falando de forma tão apaixonada, tão emocionada até, sobre o negócio no qual estou investindo. Realmente é uma sensação muito interessante.”, observou Silva. “Envolve crianças, pais, famílias, negócios. Foi lá o presidente da organização que constrói os aeroportos de Orlando. O homem fatura $ 400 milhões de dólares por ano e estava alí voluntariamente, pra dizer que apoiava. O cara foi lá dizer que apoia porque vai aumentar o turismo. Donos de negócios, de lojas de artigos esportivos, dizendo que depois que o Orlando City foi para a cidade, ele aumentou muito as vendas”, disse o investidor brasileiro.

Auditório lotado para a votação – Orlando City SC

Ao aprovar a construção do estádio, que deve ter 25 mil lugares, o Condado de Orange – subdivisão administrativa do estado da Flórida, onde fica a cidade de Orlando – ficou responsável por contribuir com os $20 milhões de dólares (equivalentes a R$ 43,6 milhões) que faltavam pra fechar a conta. Condados vizinhos e a prefeitura de Orlando vão investir $ 30 milhões de dólares (R$ 65,5 milhões) no estádio e Flávio Augusto da Silva, $ 40 milhões de dólares (R$ 87,3 milhões).

A arena do Orlando City Soccer vai nascer a duas quadras do Amway Center, o ginásio utilizado pelo time de basquete Orlando Magic, que joga pela NBA.

Silva convocou uma reunião da direção do clube para o próximo fim-de-semana em Lisboa. Ele vai pagar à MLS $ 70 milhões de dólares pela nova franquia, o equivalente a cerca de R$ 152,6 milhões.

Flávio Augusto da Silva – Orlando City SC

Em 2012, 639 mil brasileiros visitaram Orlando, segundo o Departamento de Comércio, Viagens e Turismo dos Estados Unidos. Foi o terceiro maior contingente de turistas internacionais, atrás apenas do Canadá e do Reino Unido. Flávio Augusto da Silva prometeu uma grande contratação para motivar as famílias brasileiras a reservarem um dia, entre as diversas atrações da região, para se divertir num estádio de primeiro mundo e ver uma estrela brasileira em campo. Silva gostaria muito de contar com o amigo Kaka.

“Fiquei muito feliz por vê-lo dar o passe para o gol do Robinho. Gosto muito do Kaka. É um garoto muito especial”, disse Silva. “A gente tem uma relação já de algum tempo. Ele está numa condição física muito boa. Tem ainda uns bons 5, 6 anos de boa performance. Nós não temos nada definido. O Kaka já declarou publicamente que tem o desejo de jogar nos EUA. É um lugar que ele gosta. E é obvio que se isso acontecer, nós vamos ficar muito felizes. Mas o nosso objetivo é ter um jogador brasileiro de ponta, de expressão mundial. Se for o Kaka, nós vamos ficar muito felizes.”


Duzentos milhões contra um: UFC confirma Chael Sonnen X Brasil.
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Pela primeira vez, o reality show The Ultimate Fighter Brasil terá um antagonista, um vilão. O falastrão americano Chael Sonnen, de 36 anos, será um dos treinadores da terceira edição do TUF Brasil. Ao final do programa, ele lutará contra o último brasileiro que decidiu provocar, Wanderlei Silva, de 37 anos, ídolo de grande parte dos brasileiros fãs de MMA.

Sonnen ganhou grande repercussão no Brasil depois de fazer declarações desrespeitosas ao país, ao povo e, principalmente, a lutadores brasileiros. Na mais famosa delas, afirmou que daria um “tapa na bunda” da esposa de Ânderson Silva e a mandaria “fritar um bife”. Alguns meses depois, Sonnen afirmou que levaria ao Brasil “alguns presentinhos” que, segundo ele, os brasileiros não conheciam, como “pasta de dentes”.

A Wanderlei Silva, o lutador metido a comediante, também já disse alguns absurdos, que no universo promocional das lutas, são chamados de “trash talk” (algo como “papo lixo”): “Ouça Wanderlei, eu vou fazer uma invasão ao seu domicílio. Vou cortar a energia da sua casa e a próxima coisa que você vai ouvir sou eu subindo as escadas, usando um par de óculos de visão noturna…. vou arrombar a fechadura da porta do quarto e tirar uma foto de você na cama com os irmãos Nogueira trabalhando seu ‘jiu-jitsu’. Vou pegar a fotografia, postá-la no idiotasdobrasil.com. Isso, Wanderlei, é como ameaçar alguém, Boneca.”

Os americanos, fãs de listas como os “Dez mais”, “As dez melhores”, relembram periodicamente as pérolas de Chael Sonnen nos últimos anos. Leia abaixo algumas delas, listadas por grandes veículos de comunicação como a FOX ou a ESPN:

Sobre o Brasil:
“Saudações de São Paulo! Estou aprendendo a língua local: dança de break nas Olimpíadas Especiais (para pessoas com deficiência intelectual) se chama capoeira. E “brunch” (lanchinho) é chamado de cocaína.”

Sobre Lyoto Machida:
“(Lyoto) Machida é um cavalheiro. MMA é muito cruel. É doce que Lyoto tenha prometido nunca lutar contra sua namorada, Anderson (Silva). Isso é devoção. Eu bateria Machida no caminho para o ringue para bater Anderson. E eu vou chutar o traseiro do Nogeria (Minotouro) no estacionamento, no caminho para a festa. Eu nunca bateria no karatê. O Karatê produziu muitos campeões de MMA, principalmente o … Hum … Ou então, é claro o, não há … Uau, eu pensei que seria mais fácil! Machida não é um cara mau, ele é uma vítima do sistema educacional brasileiro. Há maneiras melhores de obter eletrólitos do que beber urina. (…) Insegurança e incompetência.”

Sobre os irmãos Minotauro e Minotouro Nogueira:
“Eu estava em Las Vegas quando os irmãos Nogueira pisaram pela primeira vez na América. Houve um ônibus, esta é uma história verdadeira. Houve um ônibus que parou em um sinal vermelho, e o pequeno Nog (Nogueira) tentou alimentá-lo com uma cenoura, enquanto Big Nog fazia carinho nele. Ele pensou que era um cavalo. Isso realmente aconteceu. Ele tentou alimentar um ônibus com uma cenoura. E agora você está me dizendo que este país tem computadores? Eu não sabia disso. “

Sobre o ex-ciclista americano Lance Armstrong:
“Pegue Lance Armstrong. Lance Armstrong fez uma série de coisas e ele deu a si próprio o câncer. Ele trapaceou, ele usou drogas e ele deu a si mesmo o câncer. Pois bem, em vez de dizer “Ei, escute, eu trapaceei e dei a mim mesmo câncer, não seja como eu”, ele na verdade, fez-se de vítima. E, em seguida, foi lá e lucrou algo como $ 15 milhões de dólares desse “Ei, pobre de mim, vamos encontrar uma cura para o cancer.” Em vez de vir limpo e dizer “Olha, aqui está o que eu fiz, eu mesmo me ferrei, e espero que as pessoas aprendam com os meus erros. “Você só vê esses caras e não pode ajudar, mas pensa “Deus, que fraude”. Você pega a história do Michael Phelps sendo um maconheiro também. Estou feliz de estar no negócio que eu estou, assim posso botá-los na gaiola e chutar a porcaria deles fora.”
Nota do Blog: Sonnen fez esses comentários muito antes do escândalo de doping de Lance Armstrong se tornar realidade e do prórpio ciclista se ver obrigado a confessar. Sonnen foi muito criticado à época por questioner um ídolo nacional dos Estados Unidos.

Sobre Ânderson Silva e Mike Tyson:
“Anderson Silva é tão falso quanto Mike Tyson foi. As pessoas o chamavam de “O pior homem do mundo”, mas ele não era nem mesmo o cara mais durão da América. E nós tínhamos que nos sentar e ouvir isso de novo e de novo, enquanto ele lutava contra latas de molho de tomate”.

Sobre o campeão de boxe Floyd Mayweather e seus oponentes:
“Olha, Floyd precisa continuar fazendo o que está fazendo, que é lutar contra completos “latas de molho de tomate” de quem nunca ouvi falar antes. Eu nunca vi ninguém na história da América sair tão rico e tão famoso por ter fracotes dando socos em seu rosto. Eu sei o que você está dizendo. Você está dizendo, “Bem, isso já aconteceu antes, com Rihanna”.
Nota do Blog: A cantora americana Rihanna foi agredida pelo então namorado, o cantor Chris Brown. Essa declaração, feita enquanto Sonnen trabalhava como comentarista para a FOX Sports, obrigou a rede de TV americana a se desculpar através de uma nota: “A FOX Sports se desculpa pelos comentários de Chael Sonnen feitos durante a última ediçãoo do programa FOX Sports Live. Eles foram uma tentativa inapropriada de fazer humor, que, Sonnen reconhece, não deveriam ter sido feitos. Ele pede desculpas a qualquer um que possa ter se sentido ofendido por suas declarações.”

Será que Chael Sonnen realmente se importa?


Australiano Tim Cahill marca gol mais rápido da história da MLS.
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Marcos Peres

O meia-atacante australiano Tim Cahill levou oito segundos para marcar, nesse domingo, em Houston, no estado do Texas, o gol mais rápido da história da liga profissional de futebol dos Estados Unidos, a Major League Soccer. Foi o primeiro do New York Red Bulls na vitória por 3×0 sobre o Houston Dynamo. Assista.


Assista: Tim Cahill marca aos 8 segundos de jogo.

Veterano de duas Copas do Mundo, Tim Cahill, de 33 anos, aproveitou um longo lançamento do americano Dax McCarty. Ele usou o peito para desviar a bola do zagueiro Jermaine Taylor e chutou de perna direita para fazer um golaço, botando a bola no ângulo superior esquerdo.

O gol de Cahill quebrou um recorde que já durava dez anos. Foi três segundos mais rápido do que o marcado pelo canadense Dwayne De Rosario em 2003 para o San Jose Earthquakes.

Tim Cahill se tornou nessa temporada o principal jogador do ex-time de Juninho Pernambucano. Atuando como meia ofensivo, ajudou o New York Red Bulls a assumir a ponta da Conferência Leste, com 56 pontos. Além disso, marcou 11 gols na temporada, 4 a mais do que o francês Thierry Henry.


LeBron James quer jogar uma partida da NFL “antes de encerrar”.
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Marcos Peres

Estrela da NBA, LeBron James não joga futebol americano desde seu primeiro ano no ensino médio. Mas, durante um bate-papo com alguns dos mais de 10 milhões de seguidores no Twitter, na noite da última sexta-feira, um fã questionou LeBron: “Você consideraria jogar uma partida de futebol americano profissional? Em qualquer Liga?”

 

A resposta foi clara: “Eu quero jogar uma partida da NFL antes de encerrar.”

Reprodução – Tweeter

Aparentemente, isso significa que o principal jogador de basquete do mundo na atualidade quer realizar um sonho de infância enquanto ainda tiver condições atléticas para tanto. A conferir.


Aos 38 anos, Hélio Castroneves pode ser campeão da Indy pela primeira vez nesse sábado.
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Marcos Peres

Hélio Castroneves transcendeu alguns mitos do automobilismo. Aos 38 anos de idade, ele não precisou ser campeão da Fórmula Indy para se tornar um dos
pilotos mais famosos dos Estados Unidos no século 21. Ou mesmo para se manter no cockpit do carro de uma das principais equipes da categoria, a Penske, por 14 temporadas.

“Hélio é um piloto de muito talento, dedicado, positivo, que conseguiu alcançar um nível de sucesso como poucos pilotos no mundo”, afirmou o ex-companheiro de equipe Gil de Ferran. “Mas os americanos também conhecem bem e admiram sua personalidade extrovertida e divertida. Afinal, Helinho venceu uma competição de dança na TV com uma das maiores audiências nos Estados Unidos”, concluiu Gil.

25 milhões de pessoas assistiram à final do “Dançando com as Estrelas”, em 2007, pela rede de TV americana ABC, enquanto “apenas” cinco milhões em média acompanham a prova mais famosa da temporada da Indy, as 500 Milhas de Indianápolis, pela televisão todos os anos. Helinho não só ganhou a competição, em parceria com a dançarina profissional Julianne Hough, mas também deu uma valiosa contribuição de marketing à Fórmula Indy. “Eu chamei muito mais atenção quando participei do programa. E quem ganhou bastante com isso foi a própria categoria, que ganhou outros fãs. O show também ganhou muitos fãs.”

Castroneves e Julianne Hough – Divulgação Dancing With The Stars – ABC

Ao ser anunciado vencedor da competição de dança, Hélio Castroneves recebeu do apresentador do programa uma garrafa de leite, em referência ao sucesso do piloto em Indianápolis, onde as vitórias são comemoradas com leite no pódio em vez de champanhe. Na época, Helinho era bicampeão das lendárias 500 Milhas de Indianápolis. Nos Estados Unidos, isso é mais importante do que ser o campeão.

“Quando venci minha primeira Indianápolis, senti a diferença”, contou Hélio. “As pessoas notaram: Tem um brasileiro aí que venceu as 500 Milhas de Indianápolis, que sobe no alambrado, o apelido dele é Homem-Aranha. Por ser uma coisa espontânea, chamou a atenção. Não foi só pelo fato de eu ter vencido. Hoje, o nome Castroneves tem um reconhecimento aqui nos Estados Unidos até maior do que no Brasil.”

Homem-Aranha sobe no alambrado – heliocastroneves.com

Um estreante que venceu as 500 Milhas duas vezes consecutivas, em 2001 e 2002! E o Homem-Aranha só não voltou a subir no alambrado de Indianápolis em 2003, porque o brasileiro e companheiro de equipe Gil de Ferran estava logo a frente. Castroneves chegou em segundo lugar. “Estou há 14 anos na equipe e não vi, em relação às brigas por vitórias, um piloto receber uma ordem de deixar o outro passar (…) A Fórmula-1 tem uma política talvez não tão ética”, comparou Helinho.

O imenso sucesso rendeu a ele uma bênção do Papa João Paulo II em sessão privada no Vaticano em 2004. “Falei em português – que era uma das dezessete línguas que ele falava – que eu estava muito honrado de estar alí. Ele não disse muita coisa, mas só a presença dele, né? E agora o Papa Francisco vai santificá-lo. Pra mim, nossa, me deixa ainda mais orgulhoso de ser católico!

Mesmo o momento mais difícil da vida de Hélio teve repercussão massiva nos Estados Unidos. Foi “uma história de filme”, como ele próprio a classificou. Em 2009, o departamento de Receita americano acusou Castroneves de ter sonegado mais de $ 2,3 milhões de dólares em impostos. “Não pensei nem no pior das hipóteses (a prisão)”, disse Helinho. “O que pensei foi em não poder correr. É a única coisa que eu sei fazer. Isso, pra mim, foi o pior sentimento que podia ter. E ver também minha família, minha irmã envolvidas nisso. Mas graças à justiça, nós demos a volta por cima (Hélio foi absolvido) e vencemos mais uma vez em Indianápolis. Foi uma história de filme.”

Poucas semanas depois de deixar o tribunal cercado por jornalistas, Hélio Castroneves se tornou o primeiro estrangeiro tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis. O único que continua em atividade na Indy.

Castroneves com a taça do tri – heliocastroneves.com

Ainda em 2009, ele quebrou outros dois recordes: o de maior número de vitórias (22) e de corridas (209) para um piloto que jamais ganhou um campeonato. Hoje já são 28 vitórias em 270 corridas, que deixaram também para trás o recorde de vitórias de um brasileiro na Indy, que pertencia ao lendário Emerson Fittipaldi (23). Mas o título ainda não veio. “Talvez seja a hora certa”, sugeriu Helinho.

Uma vitória do Homem-Aranha não basta na última prova da temporada a ser disputada nesse sábado, na cidade de Fontana, no estado da Califórnia. O brasileiro é o segundo na classificação geral, 25 pontos atrás do neozelandês bicampeão da Fórmula Indy Scott Dixon, da equipe Chip Ganassi. Depois de 16 temporadas, Hélio Castroneves tem o discurso do primeiro título pronto: “Eu nunca deixei de acreditar.”